Monthly Archives: Outubro 2013

Papa convoca consistório.

 O Papa Francisco convocou o primeiro consistório, de seu pontificado, para a criação de novos cardeais para o dia 22 de fevereiro de 2014. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 31, pela sala de imprensa da Santa Sé.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse à agência Ansa que nos dias que antecedem o consistório, o Santo Padre se encontrará com o grupo de oito cardeais conselheiros para a reforma da cúria. E nos dias seguintes, haverá um encontro do conselho do Sínodo.
Em relação ao número de 120 cardeais eleitores, fixado pelo Papa Paulo VI, haverá 14 lugares vagos em fevereiro de 2014, devido aos cardeais que completam 80 anos e deixam de ser votantes. Esse número sobe para 16 em março. Francisco terá, portanto, a possibilidade de dar a púrpura a outros novos cardeais eleitores.
Os critérios que serão utilizados pelo Papa para compor a lista de novos cardeais não foram divulgados.
Fonte: Canção Nova Notícias
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Os Cristãos celebram o Domingo

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No velho testamento os judeus tinham o costume de guardar o sábado (Ex 16,23), costume esse dirigido somente aos israelitas (Lv 24,8; 25,2). Esse costume foi mantido até a vinda de Cristo, mas depois de Cristo o sábado foi QUEBRADO POR JESUS E PELOS APÓSTOLOS. João 5,17: “MEU PAI TRABALHA SEMPRE, E EU TAMBÉM TRABALHO”. Os fariseus que não quiseram seguir Jesus continuaram guardando o sábado e criticando o próprio Jesus e os apóstolos que não o guardavam. Mt 12,2: “OS FARISEUS, vendo aquilo, lhe disseram: ‘OLHA, TEUS DISCÍPULOS ESTÃO FAZENDO O QUE NÃO É PERMITIDO NO SÁBADO’”.

As atitudes de Jesus tinham um sentido de exortação. Ele poderia curar o cego de qualquer maneira, mas por que ele precisou fazer lodo? Só para trabalhar, porque era sábado. O apóstolo Paulo criticava muito quem guardava o sábado, Gl 4,10-11: “GUARDAIS DIAS, E MESES, E TEMPOS, E ANOS. RECEIO DE VÓS QUE HAJA EU TRABALHADO EM VÃO PARA CONVOSCO”, como também exortava os da lei que perseguiam os cristãos por não guardarem o sábado. Cl 2,16: “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou DOS DIAS DE SÁBADO”.

A ritualística de guardar o sábado está associada à mesma lei que impõe o sangue de animais (1Cr 23,31 e 2Cr 31,3), mas o sangue de Cristo que é o Novo Testamento diz que se alguém guardar uma só ordenança da lei está debaixo de maldição, e terá que guardar toda a lei (Gl 3,10).

O repouso sabático do Cristão acontecerá no fim das obras, quando partir para junto do Pai (Hb 4,9-10). No velho testamento já era profetizado que o sábado seria quebrado por Cristo e pelo seu povo. Os 2,11: “ACABAREI com suas alegrias: Suas festas anuais, suas luas novas, SEUS DIAS DE SÁBADO e todas as suas festas fixas”. Depois do rompimento do sábado o Novo Testamento o substitui pelo DOMINGO, pois o DOMINGO é santificado por Jesus e pelos apóstolos.

– Jesus ressuscitou no DOMINGO, 1º dia da semana judaica (Jo 20,1).

– Jesus apareceu, pela primeira vez, a todos os seus discípulos ao DOMINGO (Jo 20,19).

– A segunda aparição de Jesus foi também ao DOMINGO (Jo 20,26).

– O pentecostes foi no DOMINGO (At 2,1).

Obs.: A palavra pentecostes significa “cinquenta” e servia para designar essa festa judaica. Na passagem de Lv 23,15-16 fica claro que a festa devia ser celebrada NO DIA SEGUINTE DO SÁBADO.

– Foi também ao DOMINGO que o primeiro dos apóstolos (Pedro) fez o primeiro sermão de evangelização e aconteceram as primeiras conversões da igreja (At 2,14 e 2,41).

– A igreja não judaica reunia-se no DOMINGO e nesse dia Paulo pregou no meio de uma assembléia eucarística (reunimo-nos para partir o pão) (At 20,6-7).

– A igreja fazia as coletas de caridade no PRIMEIRO DIA DA SEMANA (1Co 16,10).

E fica claro pelos escritos que na era primitiva se celebrava o DOMINGO e que foi mantido o costume apostólico pelos cristãos primitivos.

– Epístola de Barnabé, (entre 70 e 120 d.C.): Portanto nós guardamos o oitavo dia para celebrar.

– Didaké, (entre 70 e 110 d.C.): Reunidos cada dia do Senhor parte o pão e dá graças. Como a eucaristia celebrada por Paulo (At 26,7).

– Inácio, (pelos anos 80-90 d.C.): Por isso, os que se criaram na antiga ordem das coisas vieram à novidade da esperança, NÃO GUARDANDO O SÁBADO, mas VIVENDO SEGUNDO O DOMINGO, dia em que, TAMBÉM AMANHECEU A NOSSA VIDA.

– Justino Mártir, (150 d.C.) mas o DOMINGO é o primeiro dia em que celebramos a nossa Assembléia Comum.

– Apocalipse 1,10: “κυριακη” = DOMINGO – dia do Senhor

O Senhor Deus já dizia no velho testamento: Os 2,11 (bíblia protestante ou hebraica) Os 2,13 (bíblia católica-cristã ou grega): “Acabarei com os sábados”.

Autor: Paulo Leitão de Gregório, ex-pastor protestante.

Pedofilia oficialmente aceita como “opção sexual”

Em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Desde 1986 ela era tratada como um caso de saúde pública.

 Cristãos revoltados após pedofilia ser oficialmente aceita como “opção sexual”

Pedofilia passa a ser oficialmente aceita como “opção sexual” 

A Associação Americana de Psiquiatria publicou, em 1952, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, que a homossexualidade era uma desordem ou transtorno. Após anos de debate entre psiquiatras, em 1973 a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Pouco depois a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição.

Esse foi o primeiro passo para que a Organização Mundial de Saúde acatasse essa decisão e mudasse sua situação na classificação internacional de doenças (CID). De lá para cá ativistas LGBT fizeram sucessivas investidas para que a questão gay fosse tratada apenas como “opção sexual”. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade como doença em 1985.

Na maioria dos países do mundo, grupos de cristãos tradicionais (evangélicos e católicos) sempre se opuseram a essa abordagem, classificando apenas como uma questão de “escolha” ou simplesmente “pecado”.

Em outubro de 2013, está começando uma nova guerra dos cristãos contra a questão do que é aceitável e inaceitável do ponto de vista médico. A Associação Americana de Psiquiatria acaba de mudar a classificação de pedofilia. De um transtorno, passou a ser uma orientação ou preferência sexual. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-V). Trata-se de um manual para diagnóstico de doenças mentais. Ele é usado para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais.

A pedofilia é definida na nova edição como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovido de consumação, enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caracterizar os indivíduos que usam assim a sua sexualidade”. O referencial são crianças com menos de 13 anos de idade.

Grupos cristãos estão se manifestando nos EUA, temendo que ocorra o mesmo processo que aconteceu com a homossexualidade, onde o primeiro passou foi justamente a mudança de classificação da Associação Americana de Psiquiatria.

Por outro lado, associações defensoras da pedofilia, como a B4U-ACT, aprovaram a medida. Paul Christiano, porta-voz do grupo afirma que ficará mais fácil distinguir quem sente atração sexual e quem comete a violência (configurando crime).  Christiano, que é formado em psiquiatria, defende a “autonomia sexual” das crianças, e acredita que “mais educação sexual nas escolas iria ajudá-los a compreender melhor seus limites”.

Sandy Rios, da ONG evangélica Associação da Família Americana, disse em comunicado oficial: “Assim como a Associação Americana de Psiquiatria declarou a homossexualidade uma ‘orientação’ após uma tremenda pressão de ativistas homossexuais em meados dos anos 1970, agora, sob pressão dos ativistas pedófilos, declararam o desejo de fazer sexo com crianças também uma ‘orientação’. Não é difícil ver onde isso vai levar. Mais crianças se tornarão presas sexuais se não agirmos”.

No Brasil, em meio ao debate do Projeto de lei PLC 122, proposto pelo PT, o senador Magno Malta, declarou: “Se aprovarmos um projeto desses, de você ser criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é como se você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade… O advogado do pedófilo vai dizer, senhor juiz a opção sexual do meu cliente é criança de nove anos de idade. O juiz vai decidir como, se está escrito que é crime?”

Esta semana, nos EUA, o Dr. Gregory Popcak , do Instituto de Soluções Pastorais, organização católica dedicada a tratar, do ponto de vista da fé, questões relacionadas ao casamento e a família, alerta: “se chamarmos de ‘orientação’ algo que pode ser utilizado por algum grupo de defesa, acabaremos ouvindo que a pedofilia é “apenas mais uma expressão normal do desejo sexual, o que seria extremamente problemático”.

No início deste ano, um Tribunal Federal da Holanda aprovou a existência da Associação Martijn, defensora do sexo consensual entre crianças e adultos. O veredito oficial reconhece que o trabalho da associação é “contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”. Com informações Charisma News e Women of Grace.

Fonte: gospelprime.com.br

Postado por: Pedro Henrique

O Papado de São Pedro na Bíblia

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Já havia existido 29 papas e 1500 sedes episcopais com bispos espalhadas em todo o mundo no terceiro século. Muitos dizem que a Igreja Católica foi fundada depois de alguns séculos. Sendo assim, pra quem foi a carta aos Romanos? Alguns dizem que a igreja de Romanos foi aniquilada, mas o evangelho diz que não. Se a obra é de Deus não pode ser aniquilada At 5,39: “Se vem de Deus, não conseguireis destruí-los”. Então a igreja de Romanos que estava no evangelho está viva até hoje.

A maior prova que a igreja de Romanos é a mesma Católica de hoje é que tem várias citações provando AS LOCALIDADES QUE FAZIAM PARTE DO IMPÉRIO. Roma – Centro do Império (Rm 15,24 e 28), Ilírico (Rm 15,19), Macedônia e Acáia (Rm 15,26), Cencréria (Rm 16,1).

O papado de Pedro em Roma tem evidências também na sua primeira epístola. 1Pe 5,13: “A IGREJA QUE ESTÁ EM BABILÔNIA, ELEITA COMO VÓS, VOS SAÚDA, como também Marcos, meu filho”. E alguns ainda dizem que Pedro nunca esteve em Roma, indo contra as escrituras. Mas São Pedro cita São Marcos, o evangelista. E SEGUNDO SÃO PAULO MARCOS SE ENCONTRAVA EM ROMA (Cl 4,10). Do mesmo modo que a Igreja ensina que Jesus escolhe o papa para apascentar o rebanho e o papa exorta os outros bispos para apascentar as ovelhas, acontece nas Escrituras.

Quando Jesus pede a Pedro para apascentar o rebanho: Jo 21,15-17: “Apascenta minhas ovelhas”. E quando Pedro, sendo papa, exorta os outros anciãos. 1Pe 5,1: “Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles”. Santo Agostinho, um dos teólogos mais citados, mostra que São Lino sucedeu Pedro como papa. (epíst. – 23). A epístola de Pedro foi escrita pelo punho de Silvano (1Pe 5,12). Pois Silvano era secretário em Roma. Paulo quando escrevia de Roma também citava Silvano como seu colaborador (1Ts 1,1).

O evangelho mostra bem que tanto Pedro como Paulo iniciam a igreja através dos pagãos. 1Pe 2,10a “Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus”. Como podemos ver, o espírito de Deus falou com Paulo sobre Roma no livro de Atos; qualquer outra obra que tire as pessoas desse rebanho causando facções ou divisões não vem de Deus, e sim da carne (Gálatas 5,19-20).

São Pedro tinha o chamado de ser ministro dos judeus, mas como os judeus não creram (Jo  12,37) Deus o direcionou também aos gentios. E podemos ver isso no seu discurso em At 15,7: “E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, PARA QUE OS GENTIOS OUVISSEM DA MINHA BOCA A PALAVRA DO EVANGELHO, e cressem”.

E a palavra foi tão bem aceita em Roma que hoje existe uma Igreja com um só corpo, um só batismo, e uma só fé, como os moldes da Igreja de Jesus citada em Efésios (Ef 4,4-5). E como dizia São Paulo aos de Roma, a fé romana seria única mundialmente. Rm 1,8: “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé”.

Pedro- Pedra sobre a qual Jesus edificou sua igreja (Mt 16,18).

O próprio Jesus nomeou Simão de cefas-rocha (Jo 1,42).

Pedro é notável e coluna da Igreja (Gl 2, 1-9). É freqüentemente chamado por Paulo de Cefas. Κηφᾶς, ᾶ, ὁ (Aramaico = ‘rocha’) (1Co 1, 12; 3, 22; 9, 5; 15, 5; Gal 1, 18; 2, 9, 11, 14).

Pedro é sempre destacado dos demais apóstolos (Mc 1,36; Mc 16,7; Lc 9,32;  Jo 13,6-9;  Jo 21,7-8;  At 2,37; At 5,29;  1Co 15,5).

Jesus Roga por Pedro para que ele Confirme os irmãos (Lc 22,31s).

É sempre ele que toma as decisões e toma a palavra entre os apóstolos (Mt 18,21; Mc 8,29; Lc 9,5; Lc12,41; Jo 6,67ss; At 1,15.22; At 2,14; At 10,1; At 15,7-12).

Pedro lança a primeira excomunhão a Safira e Ananias (At 5,2-11).

Pedro abre, preside e encerra o primeiro Concílio da Cristandade (At 15,7-11).

Autor: Paulo Leitão de Gregório, ex-pastor protestante. 

Comunhão dos Santos é uma verdade consoladora da nossa Fé – o Papa Francisco na audiência geral

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Dezenas de milhares de peregrinos acolheram com grande alegria o Papa Francisco para a audiência geral desta quarta-feira. O Santo Padre propôs uma catequese sobre a comunhão dos santos:

“… hoje gostaria de falar de uma realidade muito bela da nossa fé, ou seja,a “comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica recorda-nos que com esta expressão entendem-se duas realidades: a comunhão às coisas santas e a comunhão entre as pessoas santas. Atento no segundo significado: trata-se de uma verdade entre as mais consoladoras da nossa fé, pois que nos recorda que não estamos sós mas existe uma comunhão de vida entre todos aqueles que pertencem a Cristo.”

Este segundo significado – disse o Papa Francisco – lembra-nos que a comunhão dos santos tem como modelo a relação de amor que existe entre Cristo e o Pai no Espírito Santo: é o amor de Deus que nos une e purifica dos nossos egoísmos, dos nossos juízos e das nossas divisões internas e externas.

“A Igreja, na sua verdade mais profunda, é comunhão com Deus, comunhão de amor com Cristo e com o Pai no Espírito Santo, que se prolonga numa comunhão fraterna.”

Ao mesmo tempo – continuou o Santo Padre – também experimentamos que a comunhão com os irmãos leva-nos à comunhão com Deus. De facto, nos momentos de incerteza e mesmo de dúvida, precisamos do apoio da fé dos outros, sobretudo, nos momentos de dificuldade – disse o Papa Francisco – que afirmou ser muito importante abrirmo-nos aos outros:

“Como é belo apoiarmo-nos uns aos outros na aventura maravilhosa da fé! Digo isto porque a tendência a fecharmo-nos no privado influenciou também o âmbito religioso e, assim, muitas vezes é custoso pedir ajuda espiritual aos que connosco partilham a experiência cristã. Quem de nós não experimentou inseguranças, perdas e mesmo dúvidas no caminho da fé? Tudo isto não deve espantar-nos, porque somos seres humanos, marcados por fragilidades e limites.”

Finalmente – o Papa Francisco considerou – ser importante lembrar que a comunhão dos santos não acaba com a morte: todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e os santos que estão no Paraíso formam uma grande família, que se mantem unida através da intercessão de uns pelos outros.

“Esta comunhão entre o Céu e a Terra realiza-se especialmente na oração de intercessão.”

“… um cristão tem que ter a alegria de ter tantos irmãos batizados que connosco caminham e também com a ajuda dos irmãos e das irmãs que estão no Céu e rezam por nós. Em frente e com alegria!”

O Papa Francisco saudou todos os peregrinos presentes e em especial referiu-se aos grupos de língua portuguesa provenientes de Portugal, de Timor Leste e do Brasil.

No final da audiência o Papa Francisco fez um apelo pela paz no Iraque:

“No final da Audiência saudarei uma delegação da superintendência iraquiana, com representantes dos diversos grupos religiosos que constituem a riqueza do país, acompanhada pelo Cardeal Tauran, Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. Convido-vos a rezar pela querida nação iraquiana infelizmente marcada quotidianamente por trágicos episódios de violência, para que encontre o caminho da reconciliação, da paz, da unidade e da estabilidade.” (RS)  (30/10/2013)

Fonte: Rádio Vaticano
Postado por Rafael Mant.

Igreja Católica doa 72 milhões de dólares em favor do povo sírio.

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O Conselho Pontifício “Cor Unum”, estrutura da Santa Sé responsável pela orientação e coordenação das organizações e atividades caritativas promovidas pela Igreja Católica, divulgou no seu site nesta quarta-feira alguns dados sobre a ajuda da Igreja Católica em favor do povo sírio. Segundo os dados apresentados, 72 milhões de dólares foram doados pelas organizações humanitárias católicas para a população síria e países vizinhos. 20 cidades sírias foram beneficiadas graças às ajudas enviadas. 55 são as entidades atuantes no país sendo destas 32 as instituições católicas envolvidas até ao momento.

Foram também ajudados os refugiados no Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque, Chipre e Egipto. Esses dados foram recolhidos graças ao mapa da ajuda distribuída na Síria, realizado após a reunião de coordenação dos organismos caritativos católicos presentes no país, organizado pelo Conselho Pontifício “Cor Unum no passado mês de junho.

O comunicado divulgado pelo “Cor Unum” diz que, e passo a citar: “A Igreja Católica local está envolvida desde o início da crise, em 2011, num trabalho constante de fornecimento de ajuda humanitária à população atingida pela guerra na Síria. O Papa Francisco acompanhou com atenção a evolução da crise e o trabalho de assistência realizado pelas agências caritativas que foram recebidas em audiência pelo Santo Padre durante o último encontro promovido pelo Conselho Pontifício “Cor Unum”. Ajudar a população síria, para além das pertenças étnicas e religiosas – disse o Papa naquela ocasião – é a maneira mais direta de oferecer uma contribuição para a paz e a construção de uma sociedade aberta a todas as diferentes componentes”, ressalta o “Cor Unum” no seu comunicado.
O Conselho Pontifício “Cor Unum” especifica ainda nesta comunicação que na reunião de junho deste ano foi decidido criar um gabinete de coordenação das informações sobre a ajuda humanitária fornecida pela Igreja Católica a fim de evitar a dispersão dos esforços realizados. Este gabinete de coordenação fornecerá à Igreja um quadro completo da situação do trabalho humanitário desempenhado e uma análise mais desenvolvida das necessidades locais. A atividade de gestão deste gabinete foi confiada à Caritas do Médio Oriente e do Norte de África, com sede em Beirute, e terá, assim, a tarefa de compreender e monitorizar a extensão da ajuda e partilhar informações com todas as instituições envolvidas, incluindo aquelas não presentes na reunião do Conselho Pontifício “Cor Unum”. (RS)

Fonte: Rádio Vaticano
Postado por Rafael Mant

A Noite de São Bartolomeu

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Não mandaram Carlos IX da França e Catarina de Medicis, sua mãe, a pedido do Papa, degolar cem mil huguenotes, a 24 de Agosto de 1572, dia de S. Bartolomeu? Não foi o Papa Pio V, com a Corte da França, o instigador deste crime, e não mandou o Papa Gregório XIII cantar um solene Te Deum em Roma pelo bom êxito que tivera?

Os Papas nada tiveram com a matança do dia de S. Bartolomeu. Pio V não planeou com Catarina de Medicis, nem ela incitou a Corte da França; Gregório XIII nunca a aprovou. Mandou cantar um Te-Deum em Roma por ter saído salvo dela o Rei com a Família Real, e isso a instantes rogos da Corte da França. As congratulações do papa não são de estranhar. Ainda hoje é praxe, quando um rei, um príncipe, um presidente da república, sai ileso de um grande perigo, ou atentado, saudarem-no, congratularem-se com ele os outros soberanos, príncipes e governos. A matança foi um crime político de Catarina de Médicis, por ela planejado na tarde anterior, para evitar as possíveis conseqüências do frustrado assassínio de Coligny, ocorrido a 33 de Agosto, 2 dias antes. Catarina de Médicis não morria de amores pela religião católica. Era livre-pensadora da escola de Machiavelli, criada nas péssimas tradições dos tiranos da Itália e rainha de uma das Cortes então mais corruptas da cristandade.

A grande aspiração de sua vida era governar pessoalmente a França e robustecer o seu poder, colocando os seus filhos no trono da Inglaterra, Espanha e Polônia. Para conseguir os seus fins, não trepidava em inimizar os príncipes católicos com os príncipes huguenotes, ciumenta de uns e de outros. Quando Coligny começou a fazer-lhe sombra e a minar-lhe a influencia, ela, com seu filho Carlos, deliberou tirar-lhe a vida.

Hoje ninguém sustenta que a matança de S. Bartolomeu foi premeditada. Foi planejado e executado com tanta rapidez, que a Corte da França não sabia como defender-se perante as outras Cortes da Europa. No mesmo dia em que se deu a matança o rei Carlos escreveu ao seu Embaixador na Inglaterra, notificando-lhe que se dera um encontro sangrento entre a facção do Duque de Guisa e a de Coligny, acusando-o de haver assassinado seu pai.

Como o Duque de Guisa recusasse aceitar toda a responsabilidade daquele crime infame, o Rei escreveu no dia seguinte, dizendo que a assumia a ele. Declarava que tinha ordenado a matança, para evitar, frustrar, uma conspiração de Coligny e seus amigos, em que ele devia perecer com toda a Família Real.

Toda a Europa admitiu esta enorme mentira diplomática, menos a Alemanha e Suíça. Como conseqüência, Carlos IX recebeu mensagens congratulatórias do Senado de Veneza, do Duque da Toscana, de Filipe II da Espanha e de Isabel da Inglaterra.

É verdade que Pio V urgiu freqüentemente com a Corte da França, que tomasse medidas enérgicas contra os huguenotes, que ele, com toda a razão, considerava inimigos da Igreja e do Estado. Escreveu a Carlos e a Catarina, que “declarassem guerra aos inimigos da Igreja e os destruíssem a todos sem dar tréguas aos rebeldes, para libertar de vez a França de sedições e cenas sangrentas.” Não nos arvoramos em juízes das razões políticas que motivaram este particular interesse do Papa pela conservação da monarquia francesa; se bem que pensamos que uma decisão enérgica teria evitado o derramamento de sangue, que se lhe seguiu.

O Papa insistia em que era necessário obter uma vitória decisiva até submeter completamente os rebeldes e sentia-se incomodado, quando lhe notificavam que as vitórias do Rei enriqueciam e fortificavam os inimigos.

Mas uma coisa é guerra oficialmente declarada, e outra são assassínios pessoais. Nem um só Bispo esteve presente, quando a “junta” maquinou a matança; nem um só a aprovou depois de perpetrada. O Cardeal de Lorena, que tantas vezes nos pintam a abençoar as adagas dos assassinos de Paris, estava em Roma, quando se deu a catástrofe. Todos os historiadores, católicos e protestantes, estão de acordo que a inspiradora e autora deste tristíssimo acontecimento foi Catarina de Médicis.

Um escritor protestante, que publicou recentemente a sua vida, diz: “Sobre  Catarina pesará sempre a responsabilidade da matança de S. Bartolomeu”. E acrescenta: “Ninguém, que conheça alguma coisa do seu caráter através de suas cartas, ou tenha estudado com atenção a sua tortuosa política de governo, pode suspeitar, sequer por um momento, que andou nisto alguma coisa que se parecesse com fanatismo religioso” (Van Dyck: Catherine de Medicis, 2., 88)

Quanto ao número de mortos durante as seis semanas que durou a matança, nada se sabe de positivo; tudo é conjectural; e os cálculos fazem-nos lembrar dos geólogos modernos acerca da idade do mundo. Basta dizer que vão de 2.000 a 110.000. Lorde Acton e Van Dyck calculam de 3.000 e 4.001, em Paris; e outros tantos nas Províncias. Segundo um antigo livros de contas do Hotel da Cidade de Paris, citado pelo P. Caveirac na sua “Apologia de Luiz XIV”, foram sepultado os cadáveres de 1.190 vitimas, no Cemitério dos Inocentes. O “Martirologio Huguenote”, publicado em 1581, só apresenta 786 nomes.

Sabe-se, pelo “Relatório de Beauviller”, mensageiro do rei da França, pelas cartas ao embaixador francês De Ferals, do Cardeal de Borbão e do Núncio, que a Corte Francesa não vacilou em mentir ao Papa, informando-o de que a matança tinha sido um justo castigo imposto aos conspiradores. Brantôme diz nas “Memórias” que quando o Papa, mais tarde, teve conhecimento da verdadeira causa do morticínio, chorou lágrimas amargas e condenou-o como “ilegal e proibido por Deus”.

Fonte: Caixa de Perguntas, B. L. Conway, p. 387-389
Extraído do site: Apologistas Católicos.