Sem Deus, Sem coerência.

Um mundo que já se auto-intitula suficiente de si, uma sociedade tão dependente mas que se acha simplesmente detentora de tudo que precisa, ora na filosofia da Religião aprendemos que quem tem tudo em si mesmo para gerar vida e se auto-sustentar é Deus, logo é fácil chegarmos a conclusão que ou a sociedade está sem saber sedento de algo transcendente que lhe de a explicação, ou complete a lacuna humana inocupável por ideologias ou paixões desregradas, ou a sociedade esta tentando sentar no trono do criador; eu acompanho os debates dos Filósofos e teólogos cristãos contra os evolucionistas/ateus, não há como dar uma resposta satisfatória sem chegarmos a conclusão da criação, sem constatarmos que, “DEUS EXISTE”, e o ser humano por natureza busca algo maior, e se ela se fecha a possibilidade de Deus, acaba por tentar achar deuses para substituir sua sede pelo transcendente, ai entra as paixões incessantes, entra as fantasias, entra a ganancia, a busca incansável de Deus nas coisas, e mesmo negando a existência de Deus acaba por busca-lo em tudo, em uma histeria descontrolada, o sexo vira sua seu bezerro de ouro, dinheiro ou um artista, etc.

O fato é Deus se mostra até em sua ausência, não que a falta de controle dos homens sobre seus desejos seja a prova de Deus, mais a prova que o homem não se contenta com o empírico, ou o tateável; será apenas coincidência países profundamente materialista e ateu o numero de suicídios serem maiores, uma sociedade que perde o sentido de Deus, logo se esvazia da moral, o direito natural sai do contexto, já que o natural perde forças para as construções racionais baseadas no “eu acho mais coerente assim”, ai não se torna errado o direito de homens se relacionar sexualmente com uma criança (Como na Holanda já existem projetos de lei para legalizar isso), de onde sairá esta proibição, já que tudo é evolução, e talvez a pedofilia seria uma forma de crescimento social, ora o que me dirá então que é errado matar um idoso, já que ele é inútil para uma sociedade, já que não traz lucros para o Estado, não há dignidade humana, já que somos todos filhos de uma mesmo ser ancestral, então eu posso até “transar” com uma égua; ué minha dignidade evolucionista me diz que não me diferencio muito dela, apenas pela racionalidade um pouco mais evoluída.

Posso constatar a decadência moral do ser humano, se deixando escarrar por suas próprias ideologias, desde a revolução francesa até hoje estamos vivendo uma racionalização burra e o que me parece é que a sociedade entrou em um túnel onde não há retorno e a única saída é fazer com G K Chesterton, e outros ateus convertidos ao Cristianismo, há se romper as paredes da falsa coerência ateia, para chegar a outros caminhos; falaram tanto de liberdade na revolução francesa, mas o que hoje constatamos é o homem escravo de si mesmo, um homem que não consegue vencer nem seus próprios impulsos, um homem que buscou sentido no tentar viver sem sentido algum. Triste fim de uma criação ser escrava da criatura!

Autor: Pedro Henrique Alves

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