Jovens e a Tradição!

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A tradição, quanta beleza emerge dela, quanta santidade e histórias de vida, quantos exemplos e fé viva são transmitidas através dela. Eu, propriamente falando, a conheço há pouco tempo, mas foi amor à primeira vista, comecei olhando para vida dos santos mártires do primeiro século, depois para a Era Escolástica e a Razão na idade média, e depois para o todo, a fé transmitida desde o século 1 até os dias atuais, 2 mil anos de contínua uniformidade doutrinal, tanta coerência que chega a ser divina!

Neste artigo procurarei abordar a questão da tradição e como em meio as tentativas de modernização da Igreja ela esta ressurgindo por entre as cinzas da era progressista e revolucionária através dos jovens; mas a pergunta que não quer calar é, “por que entre os jovens sacerdotes, os leigos em um contexto de vivência pura da fé, estão acabando por voltar as práticas piedosas e tradicionais?” É uma pergunta realmente tentadora que eu tentarei responder. Eu conheci o que a Igreja pregava em grupos católicos da era pós Concílio Vaticano II, grupos carismáticos, e a fé e a base espiritual que tenho hoje, devo a eles, na verdade não sei afirmar onde estaria hoje se não fosse aquele grupo acolhedor que até hoje eu o sirvo como coordenador, enfim, mas com o passar do tempo me parecia que somente as orações carismáticas de louvor e profundo sentimentalismo já não me bastavam, eu queria ir além, eu queria um contato mais profundo, mais racional com a minha fé, comecei então um investimento que dura até hoje e com certeza irá durar para o resto de minha vida, os livros; livros teológicos de difíceis compreensão, até tratados litúrgicos e doutrinais, com estes livros então, descobri um universo jamais sonhado até então por mim, o universo da Tradição Católica, fui conhecendo a razão daquilo que eu até então aceitava por mera conveniência, e compreendi que havia uma resposta para aquilo que me assombrava racionalmente quando apenas orava por querer “sentir o sobrenatural”.

A minha história é apenas um fundo para compreendermos o caminho que a o catolicismo esta por fazer hoje, não estou dizendo que os movimentos carismáticos não tem o seu valor, óbvio que têm, um deles é o calor humano e a acolhida fraternal que falta aos mais tradicionais, nem estou dizendo que o progresso em certo sentido não é bom, somente se torna ruim quando ele interfere em questões doutrinais indissolúveis, seja pelo tempo ou opiniões pessoais, ao passo que o tradicionalismo extremo chega a ser tão cancerígeno quanto o progressismo liberal, o que o Concilio Vaticano II propôs ao mundo moderno, seria o diálogo e não a infestação mundana na Igreja e entendendo isto aos poucos, o guia fiel da Igreja, o Espírito Santo esta reconduzindo os fiéis à Tradição, não é difícil notar hoje a crescente valorização da modéstia, jovens optando por comungar de joelhos e na boca, contato isso em minha paróquia e em inúmeros relatos de padres amigos e leigos, a opção feita por padres de usarem trajes eclesiais tais como batina ou colarinho romano, aos poucos vemos a liturgia voltando a ser o centro da preocupação pastoral, ao passo que na exortação do Papa Francisco (Evangelii Gaudium) dedicou um capitulo inteiro a mostrar a centralidade do rito da missa, na eucaristia e não na homilia, enfim, a crescente valorização do sagrado esta sendo o contrário programado pela ala progressista da Igreja, jovens que usam trajes como ternos e mulheres vestidos comportados para irem à missa, garotas usando véu na santa missa em sinal de respeito ao seu querido esposo. Isso esta acontecendo pela percepção clara que não basta sentimentos para viver a fé e sim uma boa conduta externa e interna da vida espiritual, a contemplação da eucaristia, a beleza monumental do sagrado esta encantando os jovens, que estão cansando de superficialidade deste mundo, inclusive da superficialidade na Igreja, os jovens, querem algo profundo, querem um contato maior e mais efetivo que vai além do sentir, eles querem conhecer e interiorizar a fé, coisa que o progresso não trouxe, coisa que as novas concepções teológicas não conseguiram alcançar, basta apenas olhar para a sede juvenil de Deus e ver que a beleza da tradição é a resposta para o vazio de hoje que esta por muitas vezes sendo tapado com ideologias, filosofias modernas, ao passo que a tradição já deu a fórmula para a ansiedade espiritual do homem, a modernidade e a tradição se dialogam, mas não se corrompem!

Autor: Pedro Henrique Alves

Reviora: Brenda Lorene

Para Citar: Alves, Pedro Henrique, Jovens e a Tradição; Acesso em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2013/12/05/jovens-e-a-tradicao/

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5 responses to “Jovens e a Tradição!

  1. Realmente, é lindo ver a juventude valorizando a nossa doutrina :))

  2. Nossa Pedro Henrique Alves, ao ler seu texto parecia até que eu poderia tê-lo escrito, fiz os mesmos caminhos, vivi as mesmas experiências e hoje penso como você! Resta-me apenas acrescentar o meu sentimento como uma inquietação, um desejo de buscar uma profundidade maior!
    Parabéns e…
    Que a Paz esteja contigo!

  3. Na medida que fui lendo, fui me encaixando perfeitamente em tudo isso. Ótimo.

  4. Muito bom! Parabéns!

    Não precisa publicar este comentário não… mas só uma dica na redação (pois já fiz o mesmo erro e a observação de um amigo me ajudou).
    Coloque períodos mais curtos. Fica melhor ainda o entendimento, períodos longo é sinal de que a pessoa raciocina bem, mas o texto ficará melhor com mais pontos e menos virgulas.

    Salve Maria Santíssima!

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