Série: Olhar Crítico sobre a crise na Igreja. I- Olhar Critico sobre o tradicionalismo.

06A Tradição católica vem em uma crescente impressionante dentro do catolicismo, podemos colocar vários fatores para isso mas o principal sem dúvida alguma é a superficialidade sentimental em que a fé pós Concilio Vaticano II acabou se transformando, a piedade tradicional tornou-se um porto seguro de aprofundamento espiritual e moral. Mas ao mesmo tempo pessoas que se acham em um nível espiritual ou intelectual mais avantajado que os outros, privatizam a Tradição transformando-a em um objeto a ser adorado, e impondo aos demais como se Deus necessitasse desta Tradição para nos salvar, e não nós que buscássemos a Salvação de Deus na Tradição. A distinção básica da teologia dada a Deus em suas características divina são: Onisciência, onipresença, e onipotência, sendo assim Deus mostra seu caminho através da Tradição como ponte segura para o endireitamento espiritual dos santos, mas não lhe impede de agir aonde ele bem entenda, sendo no meio carismático ou no meio Tradicional ou acabaríamos com essas concepções limitando Deus a um grupo de preferências. Bem sabemos que a Igreja Católica Romana é a única de Nosso Senhor Jesus Cristo e que fora dela não há salvação, mais ao mesmo tempo ele é o Deus de todos e Criador de tudo, não importando o que os não-católicos creiam nele ou não, pois sua soberania é Maior do que títulos e se ele quiser agir ele agirá.

Sendo assim vemos uma tendência fundamentalista católica, que ousa dizer quem esta salvo ou quem não esta, simplesmente por meras questões de vestimentas e sinais externos, ao passo que Deus é o martelo da salvação e não cabe a leigos ou padres (sem uma missão especifica eclesial) decidirem o que é certo ou errado quem é digno de salvação ou não, ou se é licito se alguém resolve participar de um grupo Tradicional ou Carismático. Chegam a tal ponto de uma suposta “fidelidade”, que não aceita nem mesmo a hierarquia apostólica da Igreja, e desprezam o Sumo Pontífice se os mesmos não dizem aquilo que eles esperam ouvir, acabam apoiado em seus egos demoníacos, e em suas racionalidades “exorbitantes” se achando no dever de serem novos pontífices de si mesmos ou de um grupo, acabando por se unir aos protestante fragmáticos diluindo a doutrina milenar nas suas constatações pessoais, lendo muitas vezes documentos medievais e dando a interpretação que lhe convém.

07A Tradição católica é a Tradição humanística mais bela que o mundo já viu, hoje suas catedrais góticas são visitadas, suas esculturas vendidas a preço de ouro, os maiores museus do mundo são de artes sacras, mas se diminuirmos a Tradição ao um mero vestir e julgar; toda sua beleza se esvai, e cai no pragmatismo religioso, não que a modéstia e o agir piedoso não seja recomendável justamente ao contrário deve se ensinar e propor, e eu pessoalmente pretendo ensinar meus filhos na forma clássica, menina usando véu, homem terno na santa missa, guardando dias de festas, rezando o santo terço, fazendo boas leituras, e etc. Mas quando tudo isso é “enfiado guéla abaixo” deixa de ter uma atitude evangélica. A Tradição por si só esta se reerguendo e sendo descoberta; a Tradição não é algo a ser imposto, mas sim explicado, proposto e difundido, precisamos mais do nunca deste ar de sacralidade que ela nos traz, não da mais para ficarmos a beira do sentir, e clamar o sobrenatural, sem que nós nos esforcemos a sermos respeitosos interno e externamente. A Tradição tem de se dialogar com a carismaticidade moderna, pois ser carismático na forma de orar não é pecado (se não contradiz nenhuma norma da Igreja), reconciliar o carisma Católico e a Tradição Católica é formar uma exercito na base firme que é a Doutrina milenar apostólica com a capacidade de dialogar, acolher e convencer o mundo moderno da veracidade Católica, e isso seria o grande agir católico no século XXI!

Aguarde 2° texto da série: Olhar Critico sobre a Crise da Igreja.

Autor: Pedro Henrique Alves

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2 responses to “Série: Olhar Crítico sobre a crise na Igreja. I- Olhar Critico sobre o tradicionalismo.

  1. Parabéns Pedro Henrique. Fico triste vendo embates entre ‘tradicionalistas’ e ‘carismáticos’. Seu texto é uma via a qual precisa ser refletida e percorrida por todos, propondo a paz e compreensão. Paz e bem

  2. Dominus vobiscum!
    Ótimo texto irmão, não o vejo como relativista, como quem me julga por assim pensar. Alegra me saber que há pessoas como você!
    Em meu pensar, há algo que também poderia ser trabalhado que a questão:
    “Um grupo/pastoral/movimento não é a Igreja”
    Paz e Bem!

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