Série: Olhar Crítico sobre a crise na Igreja. II- Olhar critico sobre os movimentos carismáticos.

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Sei que há em meio aos mais tradicionais uma tendência de desprezo ou até de horror aos movimentos carismáticos, e realmente há de se dizer que em muitos meios carismáticos há abusos litúrgicos e doutrinários de deixar qualquer católico apreensivo e magoado, porém há sempre uma questão séria que é a generalização, não podemos pegar alguns e dar um rotulo de herege a todos. Eu conheço vários grupos já que coordeno um grupo de adolescentes com este espirito carismático e posso afirmar não são todos os grupos carismáticos que comentem atentados a doutrina católica ao contrario alguns defendem estudam e tem atitudes muitas vezes muito mais piedosas que muitos grupos que se auto intitulam tradicionais.

Conheço poucos movimentos com a missionariedade e entrega evangélica quanto aos missionários da RCC (Renovação Carismática Católica), conheço grupos de leigos que simplesmente deixaram tudo para ir evangelizar na Amazônia, ou em outros lugares do Brasil e do mundo, Comunidades de vida sendo luz e boca da doutrina católica em tantos cantos aonde o povo tinha a impressão de ter sido esquecido pela Igreja; eu ouso dizer que se não fosse estes movimentos nascidos da Renovação carismática, o Brasil teria se afastado demasiadamente do catolicismo hoje.

Mas não estou aqui para ser parcial, temos de ter um olhar critico para este movimento procurando melhora-lo, sabemos que a Renovação Carismática católica nasceu de um encontro ecumênico aonde se juntaram jovens católicos e protestantes surgindo então a RCC, e disso conseguimos ver por suas formas de espiritualidade. Os carismáticos tem a tendência ao pentecostalismo protestante ao passo de tornar a fé não mais uma ato de entrega consciente e racional, mas um buscar sentimental de sinais de um possível contato com o sobrenatural, tendência que devemos explicitar vem do protestantismo; já que na Teologia católica temos este contato através dos sacramentos e principalmente na Santa Missa. Seus carismas estão baseados nos dons do Espirito Santo, mas por muitas vezes fazem uma exegese bíblica totalmente arbitraria sobre estes dons sem base teológica alguma, muitas vezes se guiando por supostas revelações pessoais, e testemunhos não aceito pela Igreja, tornando assim a fé carismática muito superficial e de fácil contestação de outras religiões, acaba virando um ciclo vicioso  de uma eterna busca pelo sentir, quase podendo ser descrito, a busca do prazer espiritual pelo próprio prazer. Mas na minha opinião o maior problema dos movimentos carismáticos seria o desprezo pelo sagrado, tornando o que deveria ser solene em algo meramente banal, como se a fé ou o culto fosse algo como um passear no shopping ou uma festa do pijama, se dando ao luxo de desprezar sinais externos de nossa fé, tais como roupas adequadas ao culto até inculturação de música e pensamentos mundanos no cristianismo, usando a fé nestes moldes acaba por se tornar uma campo fértil para heresias, como por exemplo a Teologia da Libertação.

Quando se constrói uma fé no alicerce do sentimento, se consegue uma confiança das pessoas muito boa, ao ponto de usar do calor humano da acolhida para conseguir o primeiro contato com o descrente sendo esse o primeiro passo para a conversão, mas ao mesmo ponto devemos constatar que ao passar dos anos quando o sentir já não basta para dar as respostas a as suas ansiedades racionais a cerca do transcendente, não se acha uma base firme na renovação carismática para que essas perguntas sejam respondidas, não sendo difíceis as histórias de católicos de movimentos carismáticos convertidos a outras religiões por esta falta de racionalidade na fé carismática.

Podemos resumir no seguinte, a Tradição Católica ensina como ser racional e fundamentado na doutrina, quanto os carismáticos ensinam sobre a abertura do emocional ao âmbito da fé se relacionando mais fácil com a  mística. Somos todos constituídos de Razão e Emoção, temos de achar o equilíbrio exato, que é onde a emoção esta submetida a razão afinal não somos seres de instintos mais racionalização dos atos, e nisto se consiste esse equilíbrio para não dispor mais de um e menos de outro, caindo ou na soberba de se achar maior que a Igreja, ou na soberba de se achar independente das regras eclesiais.

Autor: Pedro Henrique Alves

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4 responses to “Série: Olhar Crítico sobre a crise na Igreja. II- Olhar critico sobre os movimentos carismáticos.

  1. concordo esta muito perigosso eles acham o carismatico mais a legre nao tanto devagar paresse que gostam mais de critarias jesus nao e surdo ele sabe td emtao porque gostar mais da carismatica do que a santa missa ne a minha fe e mais da santa missa com jesus presente ali nao troco nada por a santa missa e o maor sacrificio que esiste e da santa missa nao esiste outro.

  2. Boa noite !! Eu faço parte da RCC e devo reconhecer que existem alguns abusos de pessoas que não conhecem e não tem formação, mas nao podemos generalizar, quanto a teologia da libertação o movimento que a defende e tem como idolo, socialistas como Che Guevara não são os carismáticos e sim a Pastoral da Juventude (PJ). Amo a RCC.

    • Concordo contigo irmã, estou na Igreja católica através da RCC da qual participo, e posso dizer amo cada vez mais a minha Igreja, e sinto um desejo de aprofundar a minha fé, buscando constantemente a formação para dar razão a minha fé, Amo a RCC, amo a minha Igreja.

  3. 11. Deus realizava milagres extraordinários pelas mãos de Paulo,
    12. a tal ponto que pegavam lenços e aventais usados por Paulo para colocá-los sobre os doentes, e estes eram libertados de suas doenças e os espíritos maus eram afastados.
    13. Alguns exorcistas judeus itinerantes começaram a invocar o nome do Senhor Jesus sobre aqueles que tinham espíritos maus. E diziam: “Eu esconjuro vocês por este Jesus que Paulo está pregando.”
    14. Os que faziam isso eram os sete filhos de Ceva, um sumo sacerdote judeu.
    15. Mas o espírito mau reagiu, dizendo: “Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas quem são vocês?”
    16. E o homem que estava possesso do espírito mau pulou sobre eles com tanta violência, que tiveram de fugir daquela casa, sem roupas e cobertos de ferimentos.
    17. E toda a população de Éfeso, judeus e gregos, ficou sabendo do fato. O temor se apossou de todos. E a grandeza do nome de Jesus era exaltada.
    18. Muitos fiéis acorriam para acusar-se em voz alta de suas práticas mágicas,
    19. e um bom número dos que praticavam magia amontoaram seus livros e os queimaram em praça pública. O valor desses livros foi calculado em cinqüenta mil moedas de prata.
    20. Assim, a Palavra do Senhor crescia e se firmava com grande poder.

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