ORTODOXIA X LIVRE PENSAR? Uma crítica ao progressismo liberal.

10Existe hoje um grande embate sobre duas questões: a ortodoxia e o livre pensar, este assunto largamente debatido no Livro “Introdução à vida intelectual” do senhor Pe. João Batista Libanio trata a ortodoxia como inimiga do livre pensamento, não somente isso mas como sendo contraria a razão. Não é de hoje que este tema vem sendo tratado por vários filósofos. No livro citado acima na página 77 e 78 vemos escrito o seguinte: “os guardiões das ortodoxias e censores de plantão costumam ser pouco honesto. Condenam antes de saber de que se trata. Têm mais faro que inteligência, mais instinto que razão, mais paixão que serenidade, mais zelo doentio que honestidade.”

Gostaria de fazer algumas reflexões, me parece pouco histórico esta afirmação pois constatamos que grandes mentes do todos os tempos que vem de um ortodoxia cultural e de pensar/ortodoxo exemplos: Agostinho, defensor assíduo da ortodoxia, São Tomás de Aquino, Santo Anselmo, GK Chesterton a qual tem até um livro intitulado “ortodoxia”, Joseph Ratzinger o maior teólogo Vivo e outros. No que concerne a sua opinião de que em famílias tradicionais não se desenvolve um pensamento crítico verdadeiro devo lhe informar, que a tradição em nada influencia o querer pensar, já que o mesmo parte da vontade pessoal, entre outras devo constatar que a tradição coloca-nos em uma atmosfera segura de valores, mas não impede um verdadeiro pensador de explorar outras tradições e possibilidades, basta seguir os exemplos acima citados, todos estavam estruturados em uma família tradicional, a questão a priori que vejo dos progressistas como o autor citado, é um grande medo de que a ortodoxia mostre que os avanços morais, éticos, filosóficos ou teológicos que eles procuram já estejam à amostra a séculos pelo pensamento tradicional. A ortodoxia não  limita o pensamento mas sim da um porto seguro ao intelecto, pois muitas vezes se faz a analogia de que quem pensa progressivamente se solta em mar aberto explorando a vastidão do conhecer, mas o ortodoxo faz o mesmo e pode ir até mais longe, sabendo que quando apertar a dúvida ou quando se perder o rumo, pode voltar ao porto (Ortodoxia) e se agarrar na sua sabedoria, consultar e comparar as descobertas com o deposito do conhecer que é a Tradição, e novamente voltar ao mar.

11Finalizo dizendo que pouco se sabe até onde o progressista poderá chegar pois sem aonde se refugiar, sem valores específicos a que se agarrar, o próprio relativismo pseudo-intelectual se esvai e cai preso no dogmatismo liberal, acaba aceitando o relativo como seu sua única regra de conduta, o progressista esta apenas a deriva dos idealismos vigentes de sua época, enquanto a verdade que tanto almeja a filosofia fica escondida atrás do suposto pensamento atualizado, aonde se pensa muito pouco, se discute as entrelinhas de um saber imenso sem chegar à uma conclusão efetiva, se dá muitos rodapés, mas conteúdos quase nada, apenas migalhas do que sobrou do verdadeiro pensamento livre, a ortodoxia, o pensamento ortodoxo fizeram homens mundialmente reconhecidos pela suas capacidades intelectuais, e agora tentar-se-á dizer que a ortodoxia prende o desenvolver intelectual, o mínimo que podemos contatar é uma falta de profissionalismo a troco de fazer uma ideia parecer a mais razoável. Constato que as pessoas saem da Igreja por se dizerem presas em seus dogmas, e acabam se enjaulando nas suas próprias concepções de liberdade.

Autor: Pedro Henrique Alves

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