Monthly Archives: Abril 2014

Estruturas de uma Igreja Santa: Crise na Igreja, por que?

Introdução:

72A Igreja vive uma crise eclesiológica clara e perceptível a olho nu, há anos a Igreja era respeitada e venerada como o caminho seguro para a salvação, seus dogmas não eram encarados como perca de liberdade, pois a liberdade sempre esta no âmbito de escolher em ser ou não ser católico, seus sacramentos eram como pedaços do céu dado de graça por Deus através da Igreja, suas doutrinas eram sabedoria, uma sapiência transformada e divinizada pela Igreja. Mas o que houve? O que aconteceu? Por que a Igreja hoje é vista como um antro de hipocrisia e tradições antiquadas, uma instituição sem funções? Tenho bem certo em minha mente que sou muito limitado para dar uma resposta final para estas questões, mas nada me impede de tentar, faço deste artigo sequência de artigos sobre “Estruturas de uma Igreja santa” que visa explicar pontos importantes das bases da Igreja e de sua missão.
São dois os tópicos argumentativos que eu desenvolverei, leia-os atentamente e veja se isso não ocorre em sua paróquia.

Degradação teológica:
A Igreja Católica tem uma realidade histórica, ela é a única Igreja que tem uma sucessão direta do apóstolo Pedro, o primeiro papa (Mt 16, 18) até papa Francisco, no total 266 Papas guardaram o rebanho de Cristo durante estes dois mil anos de história eclesial, mas existe outra realidade, uma realidade teológica que alguns teólogos se fizeram de esquecidos sobre este assunto, a que a Igreja tem uma realidade mística, a realidade mais bela que pode existir na Igreja Romana, a que Cristo não somente fundou sobre Pedro, mas que se tornou verdadeiramente a própria Igreja, vemos isto comprovado em várias passagens bíblicas, (1Cor 12, 12); (Cl 1, 18); (Ef 5, 23); (Rm 12, 4-5), em Colossenses 1, 18 lemos: “Ele (Jesus) é a Cabeça do corpo que é a Igreja”, se Ele é a cabeça, logo ele é o corpo todo, a não ser que em uma realidade alternativa existam corpos em cabeças que não lhe pertencem, ou seja, quando pregamos a obediência à Igreja, pregamos não a obediência a uma instituição, ou uma ONG, ou seitas, mas sim uma obediência ao próprio Cristo, que por seu corpo une Igreja terrena e Igreja celeste. Isto esta sendo esvaziado por um egocentrismo enorme em que cada teólogo ou cada agente pastoral acha que é dono da Igreja e que seus desejos são ordens, para estes a Igreja não é mais 70que uma instituição empresarial ou uma cooperativa.
Esta verdade que Cristo é a própria Igreja é o que valida por exemplo os seus sacramentos, suas ordenações sacerdotais (afinal foi Cristo quem escolheu seus discípulos e apóstolos), dogmas e doutrinas, somente com a certeza de que é o próprio Cristo que nos ordena e exorta através da Igreja e seu magistério é que poderemos então confiar nossa obediência e submissão. Se Cristo não é a Igreja como é possível a Igreja oferecê-lo na eucaristia? Se não é Cristo a Igreja, como ela poderia batizar? Se não é Cristo a Igreja qual a valia de suas palavras e suas ações? Existe somente um Senhor ao qual pôr a nossa Confiança, e deste mesmo Senhor só podemos professar uma fé, um só batismo, uma só Igreja (Efésios 4, 5).

Degradação missionária:

A segunda realidade que parece estar esquecida pelos teólogos é a que a Igreja é antes lugar de refúgio espiritual e não social, porém a Igreja pode e deve sim interferir na política e deve mais ainda ajudar e promover causas sociais, em favor dos pobres, doentes e os menos favorecidos, não é à toa que é a maior instituição caritativa do mundo, (fonte: Conselho Pontifício –Cor Unum, organismo da Igreja encarregado de manter e promover obras caritativas no mundo todo). Porém sua função primordial é salvar as almas, livrar o rebanho das garras perniciosas do inimigo, não estou dizendo que a fome, a guerra, os maus tratos e agressões a desmoralização do ser humano não devam ser tratados pela Igreja, pelo contrário, mas digo que antes disso é obrigação 68primordial da Igreja (enquanto magistério) manter-se firme e fiel a Cristo, pois Jesus veio a terra para morrer na cruz e nos livrar do julgo do pecado, saciou a fome, mas libertou os endemoniados também, não negou seu corpo a dor pois sabia que a alma é o maior bem, afinal “que adianta alguém ganhar o mundo inteiro se perde a tua alma?” (Mc 8, 36) “do que adianta acabar com a sede de vinho sem acabar sede da água viva?” (João 4, 10) Do que adianta dar pão e negar o corpo de Cristo? Afinal um dia este mundo passará, a sede passará a fome passará.
A Igreja não existe para acabar com os problemas do mundo, mas para livrar o seu povo do mundanismo, Paulo em Romanos 12, 2 exorta que não devemos nos conformar com este mundo, isto é, não devemos ficar alheios aos problemas da humanidade, não devemos cruzar os braços e fingir que esta tudo bem, mas no mesmo versículo ele da a chave para mudar a realidade, “mas TRANSFORMAI-VOS, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus,” isto é, se queres mudar a realidade social, mude antes a si mesmo, a maneira de pensar e julgar, e aí que a Igreja entra com seu papel, e neste âmbito interior e espiritual que a Igreja trabalha com maestria, e depois de santificarmos, tornar o mundo um lugar melhor é automático. Vemos esta realidade claramente nos mártires que não reclamaram em passar fome ou sede por conta de Cristo, mas antes de tudo sacrificou sua carne para salvar sua alma. E não é com trâmites políticos, ou jogatinas entre sistemas capitalista ou socialista que virá a salvação, mas sim através da evangelização e catequização correta. Sacie a fome sim, mas também de salvação. É nesta verdade que se apoia o Dogma “Fora da Igreja não há salvação”,  que é o mesmo que dizer “Fora de Cristo (Igreja) não há Salvação”.

Conclusão:

71Enfim, se os teólogos perderem estas duas dimensões eclesiológica a Igreja se reduzirá em uma reunião de congregantes, ou um bando de bobos vivendo um conto de fadas, e ela é mais que isso, ela é o próprio Cristo, simplificar os ritos, desmembrar a tradição e a autoridade magistral, ou até mesmo pregar abertamente contra seus ensinamentos, além de ser apostasia, é uma estratégia muito bem elaborada pelos inimigos da Igreja, principalmente pelos teólogos da libertação, que querem tornar a Igreja em um tubo de ensaio marxista, ninguém é obrigado a ser católico, mas se o é, respeite suas diretrizes sagradas, seus mandatários instituídos, e o seu líder terreno, o Santo Padre. Me parece ridículo tentar mudar seus ensinamentos, isto é possível em outras Igrejas, na Católica não, Cristo é o mesmo hoje, amanhã e sempre, respeita o tempo, e nos comunica com a linguagem atual, porém não muda sua essência. A Igreja não tem que se adequar, moldar ou se submeter a julgos de ninguém, se queres uma Igreja mutável é possível achar uma em cada esquina, com nome e doutrinas a suas escolhas. Mas se queres seguir um Deus dentro de sua casa, será debaixo de suas leis, através de seus escolhidos; o termo obediência não suprime ninguém, afinal colocar cercas no limite do penhasco não é tirar a liberdade, afinal se quiseres você pula a cerca, mas é dizer que além daquele limite existem perigos. Basta escolher, ser obediente a Cristo através da Igreja, ou ser obediente ao seu ego através de seus achismos.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, Estruturas de uma Igreja Santa: Crise na Igreja, por que? acesso em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/04/20/estruturas-de-…igreja-por-que/

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Estruturas de uma Igreja Santa: Igreja Teológica e política

Introdução:

Fui compelido a escrever o porque a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, e porque sua estrutura doutrinal dogmática, seus moldes hierárquicos, são necessários para uma formulação de fé autêntica e estruturada.

 

1. Igreja Teológica.

66Primeiramente, devemos entender que Cristo não poderia ter revelado mensagens contraditórias, ou fundado duas doutrinas que vão em sentidos opostos, porque um dos princípios mais básicos para uma formulação racional de ideias ou discursos, é o principio analítico e lógico da não contradição, sendo assim, vemos que duas Igrejas que se dizem Igrejas de Cristo, porém ensinam doutrinas contraditórias, tendem a nos despertar um questionamento, “mas afinal, quem fala a verdade?”, um questionamento sincero e que se deve ser levado a sério, por exemplo, os católicos guardam o domingo como dia santo, e os adventistas o sábado, os católicos acreditam na santa tradição, sagradas escrituras, e sagrado magistério como fonte de revelações divinas, e os protestantes na “sola scriptura”, somente as escrituras. Enfim, qual a igreja de Jesus, qual a que Ele deixou com os apóstolos? afinal quando ele disse “…sobre esta pedra edifico a minha Igreja…” (Mateus 16, 18) Ele usa o prefixo “MINHA” em Grego “MOU” (tradução do dicionário grego e hebraico de Strong, o mais reconhecido léxico grego de todos os tempos), em grego um prefixo singular, ou seja Jesus, quis apenas um povo universal, Ele quis uma casa, onde comportassem todos, mas também quis unidade e obediência. Podemos montar uma escala exata das características bíblicas que Jesus deixou como parâmetro da sua Igreja, reconheça se sua Igreja as tem por completo:
1- É fundada por Jesus Cristo em Mt 16:18.
2- É construída sobre Simão Pedro, Mt 16:18.
3- É defendida por DEUS, Mt 16:18-19.
4- Tem a autoridade dada por Jesus Cristo, Mt 16:19,18:17-18.
5- É guiada pelo Espírito Santo e Este habita nela Jo 14:15-17, Atos 15:28,16:6.
6- É una e sem divisões, Mc 3:24-25.
7- Tem um só rebanho e um só pastor, Jo 10:16.
8- Tem sacerdotes, bispos e diáconos, 1Tim 3:1-13.
9- Deve ter a celebração de Santa Eucaristia, Jo 6:42-70, Atos 2:42.
10- Deve ser encontrada em todas as nações, Mt 28:19.
11- Deve ser encontrada em todos os séculos, Mt 28:20.
12- Jesus Cristo disse que estaria com Sua Igreja a cada dia, em cada ano, até o fim do mundo, Mt 28:20. Isso significa em todas as lacunas do tempo. (fonte)
Biblicamente falando, esta aí um esquema para verificarmos uma igreja estabelecida pelo colégio apostólico e pelo próprio Cristo.

 

2.Igreja Politica.

A igreja de Cristo tem uma realidade teológica, isto é, ela é santa e espiritual, já que nós católicos acreditamos na comunhão dos santos, então a Igreja celeste esta intimamente ligada à Igreja terrena pelo o corpo de Cristo (Colossenses 1, 18)que ao mesmo tempo é Deus e homem, unindo à realidade transcendental e à realidade terrena passageira, sendo assim, a igreja subsiste aqui na terra com o impulso divino, sendo ela santa e imaculada enquanto estrutura divinizada por Deus, e constituídos de homens falhos e pecadores, mas que não mancham e nunca poderão destruir suas estruturas, pois na Igreja esta a realidade imanente e passageira, porém o divino sempre está nos alicerces da Igreja terrena.

A igreja enquanto hóspede desta terra necessita de estruturas e organizações políticas, ora isto é quase que óbvio, a Igreja se estrutura teologicamente em três alicerces firmes, Tradição, Magistério Hierárquico e Escrituras, em que estão ligadas umas às outras, e quanto politicamente ela esta estruturada na supremacia Papal, conselheira moral religiosa e Estado independente e soberano. Após a Revolução Francesa que tentou destruir a Igreja, ela teve que se reformular não somente como uma repartição a serviço de Deus em determinado reino, mas sim como um Estado sólido no qual deveria estruturar leis, constituições e tudo mais que um Estado independente necessita, porém isso não muda a sua realidade de Única Igreja de Cristo, apenas significa que para não deixar-se excluir de seu dever de orientar as almas católicas pelas quais ela é responsável, por necessidade teve então que procurar meios legais para que as novas organizações sociais não a excluísse.
Ainda hoje a Igreja continua sendo a maior instituição caritativa do mundo.
A Igreja Católica mantém na:

ÁSIA:
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

África:
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

América:
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Oceania:
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Europa:
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância (fonte: Conselho Pontifício –Cor Unum)

68A Igreja oferece um porto seguro de consultas humanitárias, e sobre a perspectiva Moral e ética, sendo consultado por vários países ainda hoje, para ajudar suas organizações de caridade, ou organizar um conceito que a Igreja defende, como por exemplo aborto, eutanásia e outras coisas mais, o Vaticano exerce um poder mundial de relações de paz, foi através do Papa João Paulo II que o muro de Berlim caiu por exemplo, os Estados Unidos por várias vezes procuraram conselhos administrativos do Vaticano, o último por exemplo do Caso WikiLeakes (fonte) , a Embaixadora americana se impressionou com a organização estrutural do Vaticano em suas palavras: “é um Modelo a ser estudado” na revista acima citada traz o seguinte artigo: “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.
Ou seja, a Igreja Católica enquanto organização estrutural, é necessária tanto no âmbito da fé e condução do rebanho católico, ou para estruturar caritativamente ou como conselheiros, afinal, se assim não fosse, não haveria influência, não haveria como a Igreja desenvolver seu papel como condutora mundial, há Cristo ou a moralidade como preferir.

Conclusão:

69Seja no céu ou na terra a Igreja é necessária, seja como união dos crentes católicos, ou como estrutura politica, sem a igreja teológica, espiritualmente seriamos cegos à procura do nada, e como que se procurando a verdade chegássemos ainda mais perto da mentira, a Igreja, seja com seus dogmas que como Bento XVI disse são “luz para o nosso caminho”, ou com seus sacramentos, visa tão unicamente a salvação do povo de Deus, ao qual sempre esta de portas abertas a quem de coração sincero e sem preconceitos procura compreendê-la. Em contrapartida, sem igreja política talvez hoje o mundo seria bem pior, se hoje existem parâmetros de moralidade, respeito, caridade, amor fraterno e outros atributos mais, isso só adveio da tradição eclesial, o ser voluntário, o aconselhar, o lutar pela liberdade, a dignidade, são lutas que primeiramente foram travadas pela Igreja, seja no coliseu romano, seja no coliseu social de nossos tempos, a Igreja é a única ainda que procura unir os povos em um esforço pela paz sem envolvimento de interesses monetários ou de favorecimento político, é claro que o tempo amadureceu os 67homens que lhe são confiados, os governos da Santa Igreja, é claro também que, durante estes dois mil anos, nem todas as atitudes destes homens foram as mais corretas, mas para seu tempo foram as melhores possíveis, dentro de seus contextos históricos e sociais. Enfim, hoje seja você católico, ou não, crente em Cristo ou não, você carrega conceitos Cristãos guardados e difundidos primeiramente pela Santa Igreja, amar o inimigo não se encontra em tratados constitucionais, o conceito de paz não foi introduzido no vocabulário político sem que antes a Igreja que guardou a Bíblia a tivesse colocado em prática. Na verdade me da calafrios só de imaginar nosso mundo sem a influência da Igreja, talvez com um pouco de sinceridade racional, veremos que se não fosse a Igreja, já estariamos vivenciando o inferno sem precisar ter sido condenados.

Obrigado senhor por ter me feito Católico.

Texto dedicado ao meu grande Amigo, Thiago Diniz.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene

Santa Eucaristia segundo o Código de Direito Canônico

Cânon 897 – Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O Sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.

Cânon 899 – § 1. A celebração da Eucaristia é ação do próprio Cristo e da Igreja, na qual, pelo mistério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as espécies de pão e de vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis unidos à sua oblação.

Cânon 900 – § 1. Somente o sacerdote validamente ordenado é o ministro que, fazendo ás vezes de Cristo, é capaz de realizar o sacramento da Eucaristia.

Cânon 904 – Lembrando-se sempre que no mistério do Sacrifício eucarístico se exerce continuamente a obra da salvação, os sacerdotes celebrem freqüentemente; e mais, recomenda-se com insistência a celebração cotidiana, a qual, mesmo não se podendo ter presença de fiéis, é um ato de Cristo e da Igreja, em cuja realização os sacerdotes desempenham seu múnus principal.

Cânon 907 – Na celebração eucarística, não é lícito aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante.

Cânon 908 – É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.

Cânon 913 – § 1. Para que a santíssima Eucaristia possa ser ministrada às crianças, requer-se que elas tenham suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de modo que, de acordo com sua capacidade, percebam o mistério de Cristo e possam receber o Corpo do Senhor com fé e devoção.

§ 2. Contudo, pode-se administrar a santíssima Eucaristia às crianças que estiverem em perigo de morte, se puderem discernir o Corpo de Cristo do alimento comum e receber a comunhão com reverência.

Cânon 916 – Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

Cânon 917 – Quem já recebeu a santíssima Eucaristia pode recebê-la no mesmo dia, somente dentro da celebração eucarística em que participa, salva a prescrição do cânon 921 §2 (perigo de morte).

Nota: No mesmo dia, os fiéis podem receber a Sagrada Eucaristia só uma segunda vez. (Pontificia  Comissio Codici Iuris Canonici Authentici Interpretando, Responsa ad proposita dubia, 1: AAS 76 (1984) 746).

Cânon 918 – Recomenda-se sumamente que os fiéis recebam a sagrada comunhão na própria celebração eucarística; seja-lhes, contudo, administrada fora da missa quando a pedem por causa justa, observando-se os ritos litúrgicos.

Cânon 919 – § 1. Quem vai receber a sagrada Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada Comunhão. (exceção para pessoas idosas e enfermas e quem cuida delas, §3)

Cânon 920 – § 1. Todo fiel, depois que recebeu a sagrada Eucaristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a sagrada comunhão ao menos uma vez por ano.

§2. Esse preceito deve ser cumprido no período pascal, a não ser que, por justa causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.

Cânon 921– § 1. Os fiéis em perigo de morte, proveniente de qualquer causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.

§ 2. Mesmo que já tenham comungado nesse dia, recomenda-se vivamente que comunguem de novo aqueles que vierem a ficar em perigo de morte.

§ 3. Persistindo o perigo de morte, recomenda-se que seja administrada a eles a sagrada comunhão mais vezes em dias diferentes.

Cânon 844 – § 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e Unção dos Enfermos de ministros não-católicos, em cuja Igreja ditos sacramentos existem validamente.

Cânon 924 – § 1. O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser oferecido com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água.

§ 2. O pão deve ser só de trigo e feito recentemente, de modo que não haja perigo algum de deterioração.

§ 3. O vinho deve ser natural, do fruto da videira e não deteriorado.

Cânon 925 – Distribua-se a sagrada comunhão só sob a espécie de pão ou, de acordo com as leis litúrgicas, sob ambas as espécies; mas, em caso de necessidade, também apenas sob a espécie de vinho.

Cânon 927 – Não é lícito, nem mesmo urgindo extrema necessidade, consagrar uma matéria sem a outra, ou mesmo consagrá-las a ambas fora da celebração eucarística.

Cânon 929 – Sacerdotes e diáconos, para celebrarem ou administrarem a Eucaristia, se revistam dos paramentos sagrados prescritos pelas rubricas.

Cânon 931– § 1. A celebração eucarística deve realizar-se em lugar sagrado, a não ser que, em caso particular, a necessidade exija outra coisa; nesse caso, deve-se fazer a celebração em lugar decente.

§ 2. O sacrifício eucarístico deve realizar-se sobre altar dedicado ou benzido; fora do lugar sagrado, pode ser utilizada uma mesa conveniente, mas sempre com toalha e corporal.

Cânon 934 – § 2. Nos lugares em que se conserva a santíssima Eucaristia deve sempre haver alguém que cuide dela e, na medida do possível, um sacerdote celebre missa aí, pelo menos duas vezes por mês.

Cânon 935 – A ninguém é licito conservar a Eucaristia na própria casa ou levá-la consigo em viagens, a não ser urgindo uma necessidade pastoral e observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

Cânon 937 – A não ser que obste motivo grave, a igreja em que se conserva a santíssima Eucaristia seja aberta todos os dias aos fiéis, ao menos durante algumas horas, a fim de que eles possam dedicar-se à oração diante do santíssimo Sacramento.

Cânon 938 – § 1. Conserve-se a santíssima Eucaristia habitualmente em um só tabernáculo da igreja ou oratório.

§ 2. O tabernáculo em que se encontra a santíssima Eucaristia esteja colocado em alguma parte da igreja ou oratório que seja insigne, visível, ornada com dignidade e própria para a oração.

§ 3. O tabernáculo em que habitualmente se conserva a santíssima Eucaristia seja inamovível, construído de madeira sólida e não-transparente, e de tal modo fechado, que se evite o mais possível o perigo de profanação.

§ 4. Por motivo grave, é lícito conservar a santíssima Eucaristia, principalmente à noite, em algum lugar mais seguro e digno.

§ 5. Quem tem o cuidado da igreja ou oratório providencie que seja guardada com o máximo cuidado a chave do tabernáculo onde se conserva a santíssima Eucaristia.

Cânon 939 – Conserve-se na píxide ou âmbula hóstias consagradas em quantidade suficiente para as necessidades dos fiéis; renove-se com freqüência, consumindo-se devidamente as antigas.

Cânon 940 – Diante do tabernáculo em que se conserva a santíssima Eucaristia, brilhe continuamente uma lâmpada especial, com a qual se indique e se reverencie a presença de Cristo.

Cânon 943 – Ministro da exposição do santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou diácono; em circunstâncias especiais, apenas da exposição e remoção, mas não da bênção, é o acólito, um ministro extraordinário da comunhão eucarística, ou outra pessoa delegada pelo Ordinário local, observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

                                                                             Imagem

                                                                             Pro Ecclesia Catholica

O estupro social (uma abordagem polêmica)

Introdução:

Não é de hoje que eu falo da promiscuidade que nos rodeia, e de como a cultura do sexo pelo sexo entrou na sociedade moderna como um hobby ou como uma distração de fim de tarde, não é de hoje que eu alerto que a vestimenta feminina e masculina diz muito sobre o caráter de quem as veste e mais, digo 64sobre como somos doutrinados pela mídia a usar estes tipos de roupa como se fossem a saída para os males sociais; enfim hoje a promiscuidade cerca a televisão, uniformes escolares, educação sexual, desenhos animados, outdoors e até mesmo o falar de cada um de nós cotidianamente. Isso não parece ser mal a primeiro momento, afinal para que sermos hipócritas se nosso corpo pede o sexo, nossos desejos são ordenados a este fim, porém esqueceram de mencionar uma coisa a esta sociedade “sexualizada”, que os desejos e as emoções estão sujeitas a racionalidade, afinal como bem disse Aristóteles em seu livro Alfa da metafísica, o que nos diferenciam dos animais é que nós podemos refletir as consequências de nossos atos e chegar a uma conclusão do que podemos ou não fazer, ao contrário dos animais que agem por instinto, sejam o de matar ou o de reprodução; acontece que hoje invertemos o papel, vimos com espanto tremendo esta semana que o IPEA, órgão do governo, pesquisou a opinião de alguns brasileiros sobre o tema estupro e vestimentas, em que utilizaram de frases e pediram para os pesquisados dizerem se eles concordam ou não com ela, por exemplo: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” ou “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” (pesquisa do IPEA) em ambas as perguntas deveriam ser respondidas com “concordo plenamente”, “concordo parcialmente”, “discordo totalmente”, “discordo parcialmente” ou “se dizem neutros em relação à afirmação”. Vamos abordar em tópicos a minha argumentação para o título proposto.

1- A roupa diz o que você quer e o que você é:

Calma, peço que reflitam sinceramente as minhas argumentações. Bom, temos que concordar que quem sai de mini-saia, decotes amostra e umbigo de fora, no mínimo quer ser vista, suas intenções não são das mais moralmente santas; devemos compreender que somos seres que julgamos o que vimos, e que isso não necessariamente é ruim, afinal o mesmo olhar que descrimina alguém por achar que ela possa ser um ladrão é o mesmo que te defende de um possível assalto. Quando tratamos de estupro, lidamos com alguém que não esta nem aí para moralidade sexual, esta pouco 63se importando para a realidade única da sexualidade humana, e na maioria dos casos são pessoas com distúrbios patológicos, sofrem algum tipo de distúrbio ou até mesmo é devasso e ponto final; mulheres trajadas com roupas curtas ou coladas despertam desejos em qualquer homem que as reparem e também, ou até mais ainda, do estuprador que está escolhendo a vítima, sendo assim eu também responderia “concordo plenamente” com a afirmação: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” em que segundo o IPEA, 58,5% das pessoas tem a mesma opinião que a minha. Isso é real, uma mulher que se veste praticamente nua, expondo sua genitálias a céu aberto, atrairá com certeza os olhares doentios de um estuprador com mais facilidade, e com certeza será uma vítima em potencial, mais destacada do que a que se veste mais modestamente, sem exageros, é claro que isso não é garantia, afinal tratamos de um doente sexual, muitas vezes estes não fazem estas distinções, porém é fato que as mulheres que se colocam como carne em vitrines tem mais chances de serem alvejadas.

2-O estupro nunca é justificável.

O que eu disse acima de forma alguma buscou ser uma justificação para o ato de estuprar, mas sim um dado-fato que traz as vestes promiscuas. O estupro nunca é e nunca poderá ser justificável, não 62será e nunca poderá ser relativizado como se culturas ou situações as transformassem em aceitável em dado momento.
O estupro em minha opinião é a maior violação para com os direitos mais primordiais de um ser humano, o mais vil de todos os crimes, o que causa mais sequelas e traumas até a morte, crime o qual deve ser punido severamente, eu como defensor da pena de morte, para mim, é caso de sentença de morte. Por que friso tudo isso? É porque a frase citada pelo IPEA “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” a qual conseguiu 42,7% de concordância não me assusta, primeiramente porque vivemos em uma cultura ainda reinante de que a mulher é objeto sexual masculino (tenho que admitir que isso é real) e segundo, que as mulheres se deixaram sexualizar, e se deixaram ser objetos também, aqui a culpa não esta no machismo somente, mas também
na forma como a própria mulher muitas vezes trata seu próprio corpo, a criança é ensinada, o adolescente é ensinado que o sexo como diversão é algo normal, a castidade e os princípios cristãos de sexualidade foram banidos como antiquadas, porém o que vemos hoje é uma degradação do ser 65humano como um objeto de prazer aleatório, e principalmente, as mulheres como bonecas infláveis vivas. Esta cultura deixou tão infundida na mente do ser humano que o sexo pelo sexo é bom e que não há parâmetros que o restrinja, seja qual âmbito ele estiver relacionado, torna-se algo “natural” e passivo de aceitação, até mesmo no estupro como punição para uma atitude, que no caso é “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo”.
É claro que eu não concordo com esta afirmação, o estupro nunca poderá ser uma saída punitiva, o estupro é o pior dos crimes que um ser humano pode cometer! Mas em uma sociedade ensinada a cultuar o deus sexo isso não é de assustar. Sendo assim apesar de assustador o resultado da pesquisa, hoje para mim não é algo de se espantar.

Conclusão.

60Como eu faço sempre como aprendiz de filosofia, primeiramente duvido destes números afinal, isso da munição para as feministas e homossexuais, já que a pesquisa em sua totalidade de afirmações expostas envolveram algumas sobre os homossexuais, então pode ser que o governo apenas esteja municiando protestos e manifestações futuras, ou posso estar enganado e ser realmente verdadeira esta pesquisa, e se for, também não me assustaria. Vivemos hoje em um país onde o governo não só permite como financia parada gay, em que sexo explicito e realizado em plena luz do dia, na face de crianças e adolescentes (assista); em que existe um deus que esta acima das necessidades mais básicas de um país, mais digno de investimento, tal deus chama-se Carnaval, que também é um desfile pornô; vivemos em uma sociedade que a castidade foi afirmada como sendo ridícula, porém na pior das hipóteses o que ela traz é uma irritação por não fazer o que o corpo pede, aí entra o autocontrole racional e não atos por instintos, a castidade hoje é vista como a última alternativa em uma montanha de anticoncepcionais, porém o que a camisinha, pílulas e remédios contraceptivos trazem é a possibilidade da não-gravidez, mas alimenta ainda mais a promiscuidade e o sexo pelo sexo, alimenta mais ainda a cultura do ser descartável, o que não é feita com a proposta da castidade.
Enfim, enquanto vivermos uma promiscuidade insana, teremos que dar o braço a torcer sobre algumas afirmações, afinal a verdade é dura e difícil de ser engolida mas isto não lhe torna menos verdade afinal.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene

Para Citar: ALVES, Pedro Henrique, Estupro social, acessar em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/04/02/o-estupro-soci…dagem-polemica/