Manisfesto de carentes

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Estou olhando, reparando e analisando a atuação dos “black blocks”, ou simplesmente “mascarados”, nas manifestações da copa do mundo, e reparo também a algum tempo as atitudes e discursos de pessoas ditas “revolucionárias” ou “salvadoras da pátria”, e consegui identificar dois princípios básicos constituintes destes grupos, que gostaria de analisar com vocês, reparem se não condiz com a realidade.

Carência social:

Tenho plena convicção que existem pessoas muito mais competente que eu para opinar nesta área, mas como o blog é meu e a opinião é minha eu discursarei aquilo que eu constatei; ( “:)” ) não é novidade a ninguém que na sociedade existam problemas como a da carência social, para Freud, isso se daria no processo natural de desenvolvimento do subconsciente chamado de fase “oral”, onde ele disserta que naquele momento antes do 5 anos qualquer deficiência de progressão natural do comportamento pode resultar em uma pessoa de constante solidão, e por consequência de grande carência, se queres minha sincera opinião, apesar de saber que Freud foi realmente “freud” eu penso que não tem “nada a ver” esta parte de sua teoria, porém qual seja a real situação que leve esta carência até nossos jovens hoje, isso se materializa em suas atitudes sociais e isso inclui o buscar ser visto. Neste passo ocorrem processos internos do qual ele abomina pessoas “iguais”, sendo assim, ele busca ser único e especial, se integrando então a um grupo de “pessoas diferentes” que ironicamente andam iguais, se vestem iguais, vivem iguais uns ao outros, respiram iguais e até possivelmente fazem suas necessidades iguais, ou seja, neste processo de carência social e busca de singularidade para ser respeitado, e visto por alguém, este acaba integrando-se a um grupo de “iguais” querendo ser diferentes ou pelo menos acreditando serem diferentes de todos (os famosos “opostos do sistema”).

Acontece com frequência, com os ditos revolucionários, que para serem diferentes se sujeitam a submissão de fazer o que o grupo manda, justamente para serem aceitos. Não é difícil achar em meio aos black blocks pessoas que nem sabem o que é partidarismo de esquerda e direita, quanto menos quem é Karl Marx, Durkheim, Weber, ou Bauman, no máximo viram o filme “V de Vingança” e se acharam profetas do povo, um Moisés da sociedade moderna, e no fundo não passam de uma carência de aceitação mal resolvida, seja da sociedade ou da fámilia que se transforma em revolta, ou um agir para agradar certos grupos.

Conhecimento fecal:

Porém, o que mais me deixa enfurecido é a verdadeira burrice de nossos “heróis” sociais; que não possuem em sua grande maioria o mínimo de um conhecimento social do que se reivindica, não conhecem um sociólogo a qual daria munição intelectual para debates, se perguntarmos quem é Karl Marx muitos me responderiam como um rapaz a qual eu perguntei – “é o cara que descobriu a evolução dos animais não foi?” – enfim, existe um despreparo real do intelecto em meio aos revolucionários, muitos me perguntaram, -por que as manifestações do ano passado não deram em nada?-.  É justamente por isso, as pessoas saíram na rua para queimar ônibus, para aparecerem na Globo, para fazerem bagunças e vandalismos, menos para debater racionalmente o futuro da nação e o agir em meio a politica. Enquanto sobreviver a ignorância maçante da população nada mudara, porque barulho uma hora cessa, vandalismo o dinheiro público repõe, mas um debate real com pessoas preparadas; isso os governantes temem, e fogem como Judas da Cruz.

Não sou contra manifestações, pelo contrário isso que faz um país democrático, porém, sem preparo intelectual, o que é protesto vira guerra urbana. A razão ainda continua sendo a melhor saída para uma nação melhor, um país de intelectos aptos é o terror de todo governo corrupto.

Conclusão:

Hoje o que temos nas ruas é uma cambada de inocentes despreparados intelectualmente, que podem ter vontade de mudar a realidade, (ou não, só querem aparecer e ser vândalos mesmo) mas só vontade não muda nada, a potência sem o ato é mero conceito, eu não acredito sinceramente que a realidade brasileira irá mudar com revoltas e protestos, apesar de achar ser o protesto uma meio lícito e democrático de reivindicações, porém acredito mais que quando o povo se revoltar contra a preguiça de ler um bom livro, quando o povo extinguir do seus ditames que “politica não se discute” ou que ao menos desligue a televisão quando estiver passando novela, quem sabe conseguiremos enxergar que a solução não esta nas massas quebrando a cidade de São Paulo por inteira, mas que a solução está sentado(a) no sofá da sua casa, isso mesmo, você, ensinando o seus filhos a serem responsáveis e cordiais, ensinando a importância da política, e que as práticas virtuosas ainda são o caminho para a sociedade livre, e finalmente na hora da eleição fazer uma verdadeira rebelião silenciosa contra os corruptos, contra esse governo esdruxulo e vil, que matou nos brasileiros o sentido de democracia, que tirou a soberania de um Estado com os “lambe bolas” de “cúba”, quem sabe se usarmos da faculdade mais básica de nossa espécie, a razão, não precisemos de revolucionários já que a verdadeira revolução esta em nós apartir daquele momento que resolvemos fazer algo ao invés de fazer nada.

Autor: Pedro Henrique Alves

Para citar: ALVES, Pedro Henrique. Manifesto de carentes. acesso em: <https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/06/17/manisfesto-de-carentes/>

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One response to “Manisfesto de carentes

  1. A teoria mais comum, quanto à carência social que transforma os jovenzinhos em rebeldinhos parece mesmo ser a de que eles amam os “iguais”, mas não todos, claro. Eles querem se sentir inseridos em um grupo, numa “tribo”, para se sentirem aceitos. Se eu fosse Freud, diria que isso se deve à constatação da discrepância entre a sua visão de mundo e a de seus pais. Tendendo a sentir-se inferiores, os adolescentes buscam seus (inferiormente) iguais para com eles formarem um movimento que chame a atenção dos pais de todos, com fim de provar que eles devem ser levados mais a sério.

    Mas talvez o ponto que mais me incomoda nos revoltoddynhos é que eles – e provavelmente nisso eles sejam bastante marxistas – lutam (lá da maneira deles) para que outros façam alguma coisa pelos seus defendidos. Querem que o Estado melhore a saúde, mas perdem tempo na rua ao invés de estudar medicina, a fim de extinguir a longo prazo a necessidade de “cubanos”; querem que o Estado cuide dos mendigos, mas não se associam para criar uma casa de recuperação, um abrigo; querem que o Estado melhores a educação, quando poderiam estar se organizando em pré-vestibulares comunitários dentre outras iniciativas de difusão do conhecimento; querem mais emprego e melhores salários, para um melhor poder aquisitivo horizontal, mas quebram e destróem tudo quanto é patrimônio alheio, perturbando a rotina financeira do país.

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