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Tudo que o Papa fala é infalível?

05Nesta era da comunicação global, a Igreja, tranquila mestra de comunicação durante dois milênios, adverte que a figura do Papa nunca havia sido tão observada quanto agora.

Se os últimos papas, conscientes da importância das comunicações, entraram na aldeia global sem intermediários, como faz o Papa Francisco, ao deixar-se entrevistar por vários veículos de comunicação, e o jornalista interpreta e elabora a seu critério o material obtido, a desorientação pode ser grande. Isso foi o que aconteceu no caso da entrevista concedida a Eugenio Scalfari e ao jornal italiano de esquerda “La Repubblica”.

Diante desta situação, por outro lado inevitável, se a Igreja quer estar nos meios de comunicação, os cristãos precisam formar mais ainda seu senso crítico, para discernir sobre a informação que recebem, inclusive sobre o Papa. Não podemos nos esquecer de que existe uma obrigação moral, mais ainda no caso dos cristãos, de informar-se bem, na medida do possível, antes de formar sua opinião.

Sobre este tema, a Aleteia conversou com o Pe. Ramiro Pellitero, conhecido professor de teologia na Universidade de Navarra (Espanha), especialista em eclesiologia e teologia pastoral, e membro da CatholicTheologicalSocietyofAmerica.

Tudo o que um papa diz é infalível?

É claro que não. Primeiramente, infalível, em termos absolutos, só Deus é. A Igreja participa da infalibilidade divina em algumas condições, que são, segundo a tradição da própria Igreja: as declarações de um concílio ecumênico presidido pelo Papa; a definição “ex cathedra” de um papa, quando proclama um novo dogma; os ensinamentos dos bispos em comunhão com o Papa; o que pertence à fé do povo de Deus (chamado de “senso fidei”), em comunhão com os seus pastores.

Passamos de uma tradição milenar de comunicação eclesial pausada e medida a uma superexposição midiática dos papas, o que os torna cada vez mais próximos, mais “humanos” e menos “sacralizados” que em épocas passadas. No entanto, isso não significa que o Papa seja menos infalível em seus pronunciamentos. Como podemos entender esta nova situação?

Fora das condições de infalibilidade anteriormente comentadas, o Papa continua sendo o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, e todos os seus ensinamentos devem ser escutados pelos católicos com muito respeito e consideração.

As afirmações papais contidas em documentos como encíclicas, exortações etc., terão mais ou menos valor doutrinal segundo sua relação com as verdades da fé cristã.

Um valor ainda mais diferente têm suas afirmações em livros ou entrevistas, segundo sua relação com doutrinas já proclamadas pela Igreja como tais. Mas, nestes casos, como já aconteceu com João Paulo II e Bento XVI, o Papa se submete à crítica (sobretudo a uma crítica saudável e construtiva) dos especialistas nas diversas matérias, e inclusive a qualquer pessoa.

Talvez um dos problemas seja a compreensão do que é a opinião pública dentro da Igreja, especialmente entre os próprios cristãos. Pode ou deve haver uma opinião pública? Quais seriam seus limites?

Especialmente desde a época do Concílio Vaticano II, vem se falando da necessidade de uma “opinião pública” dentro da Igreja. Se entendermos bem este conceito, trata-se de algo saudável e conveniente, mas que tem seus limites.

E os limites estão na revelação cristã. Se algo pertence claramente à revelação e foi declarado como tal pela Igreja, cabe continuar aprofundando e desenvolvendo seus conteúdos, mas sempre na mesma linha.

Na nova exortação apostólica, o Papa fala de renovar as estruturas, de conversão pastoral, inclusive do próprio papado, e de não ter medo de revisar os costumes que foram úteis em outras épocas, mas que hoje podem já não ser mais adequados para a evangelização. Devemos entender que isso inclui a comunicação?

Uma exortação apostólica como a “Evangeliigaudium”, especialmente se chega depois de um sínodo universal, tem um grande valor, igual ou maior que uma encíclica, no conjunto dos ensinamentos de um papa – sem querer, com isso, dizer que tem o mesmo valor que os dogmas já declarados pela Igreja.

Além disso, esta exortação tem um grande sentido programático. As expressões mencionadas por você são propostas que o Papa apresenta com toda a sua força de pastor e mestre, ainda que, insisto, tenham valores diferentes inclusive dentro do próprio documento, segundo se refiram a temas que pertencem aos núcleos da fé ou da vida cristã.

Com relação ao caso concreto da comunicação, pelo que o Papa faz, primeiro, e depois pelo que ele diz, podemos entender que também propõe certa mudança de estilo.

Em suma, trata-se de um falar combinado com uma escuta (e o Papa escuta muito), para dar testemunho da tradição cristã, e esta tradição tem muitos caminhos. Dessa maneira, também aprendemos o valor do testemunho, da vida e da palavra que precisamos dar da nossa fé, como cristãos, tudo isso unido a uma preocupação efetiva pelos outros, sobretudo pelos mais pobres e necessitados.

 Fonte: Aleteia

Magistério Alternativo.

16 Eu já venho falando deste assunto algum tempo, o perigo que provem daqueles que se acham no direito de julgar o que é errado ou certo na Igreja, devemos saber uma coisa, a Igreja não é uma democracia, mas sim uma organização pontifica onde temos uma hierarquia que deve ser obedecida, é bem verdade que este tempo de obediência suprema parece ter sido esquecida, mas não significa que isso não é valido ainda hoje, há tantas pessoas falando e nenhuma orando, isso é burrice, não que devamos engolir erros eclesiásticos, mas devemos saber o terreno fértil para deixar estas reclamações e coloca-las na mídia ou qualquer meio de acesso mundial é apenas fomentar os ataques inimigos, e dar a eles munições para nos atacar.

E outro artigo que eu fiz, eu dizia sobre os extremos cismáticos e fiz uma consideração sobre o tradicionalismo fanático, nesse meio de pensamento existem as pessoas que se acham no direito de apontar o dedo e dizer o que esta certo, ou errado, sem ter ao mínimo conhecimento teológico, não que os que o tem se façam no direito de criticar, mas estes ao mínimo tem base para isso, a instrução para vocação dos teólogos, a congregação para doutrina da fé, expressa a posição daqueles que não concordam com a posição da Igreja, e diz claramente que se deve procurar o bispo, ou uma pessoa autorizada para discutir o assunto não se voltando a massa de mídia, faço ver a declaração da Igreja: “Se, apesar de um leal esforço, as dificuldades (teologias) persistirem, é dever do teólogo fazer saber às autoridades magistrais os problemas suscitados pelo ensinamento em si mesmo, pelas justificações que lhe são propostas, ou ainda pela maneira com a qual é apresentado. Ele o fará com um espírito evangélico, com profundo desejo de resolver as dificuldades (…). Neste caso o teólogo evitará recorrer aos ‘mass-mídia’ ao invés de dirigir-se à autoridade responsável, porque não é exercendo, dessa maneira, pressão sobre a opinião pública, que se pode contribuir para o esclarecimento dos problemas doutrinais e servir a verdade.” (Paragrafo 30). Esses tradicionalistas como tal se escondem atrás da capa da obediência, mas isso se faz contraditório já que desprezam a prelazia apostólica, e usam de seus egos inflados para fazer criticas alheias em redes sociais, eu como apologista católico sinto saudade quando minha preocupação era  a apostasia protestante, agora tenho que procurar em meio aos cordeiros os que estão transvestidos de lobos; Eu reafirmo minha posição, eu estou com o santo Padre, mesmo que algumas de sua decisões venham a me deixar pensativo ou até preocupado, a minha fé pressupõe a minha racionalidade, eu creio para depois compreender, se não minha fé seria tudo menos em um ser transcendente, eu Creio na santa e apostólica Igreja de Cristo, onde Jesus deixou claro “que o inferno não prevaleceria” onde deixou claro “que estaria com ela” apesar dos erros de seus filhos, eu estou com a  Igreja, e estar com a  Igreja é defende-la, e amar o Santo padre mesmo que amanha ele se revele um herege, pois naquele trono sentou Pedro, e Pedro ainda esta lá mesmo que mal representado por muitas vezes na história, não vejo erros em Francisco, muito pelo contrario ele trouxe o calor humano para cátedra de Cristo, não que não haja arrestas e serem podadas mas que cada “Pedro” teve sua missão e devemos entender a dele, Francisco de Assis tambem foi condecorado por alguns com a coroa espinhenta de “herege” e hoje o veneramos, tomemos cuidado para não cometer o mesmo erro duas vezes, sinto saudade de quando o cisma estava apenas entre os protestantes e ortodoxos.

Autor: Pedro Henrique

O Papado de São Pedro na Bíblia

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Já havia existido 29 papas e 1500 sedes episcopais com bispos espalhadas em todo o mundo no terceiro século. Muitos dizem que a Igreja Católica foi fundada depois de alguns séculos. Sendo assim, pra quem foi a carta aos Romanos? Alguns dizem que a igreja de Romanos foi aniquilada, mas o evangelho diz que não. Se a obra é de Deus não pode ser aniquilada At 5,39: “Se vem de Deus, não conseguireis destruí-los”. Então a igreja de Romanos que estava no evangelho está viva até hoje.

A maior prova que a igreja de Romanos é a mesma Católica de hoje é que tem várias citações provando AS LOCALIDADES QUE FAZIAM PARTE DO IMPÉRIO. Roma – Centro do Império (Rm 15,24 e 28), Ilírico (Rm 15,19), Macedônia e Acáia (Rm 15,26), Cencréria (Rm 16,1).

O papado de Pedro em Roma tem evidências também na sua primeira epístola. 1Pe 5,13: “A IGREJA QUE ESTÁ EM BABILÔNIA, ELEITA COMO VÓS, VOS SAÚDA, como também Marcos, meu filho”. E alguns ainda dizem que Pedro nunca esteve em Roma, indo contra as escrituras. Mas São Pedro cita São Marcos, o evangelista. E SEGUNDO SÃO PAULO MARCOS SE ENCONTRAVA EM ROMA (Cl 4,10). Do mesmo modo que a Igreja ensina que Jesus escolhe o papa para apascentar o rebanho e o papa exorta os outros bispos para apascentar as ovelhas, acontece nas Escrituras.

Quando Jesus pede a Pedro para apascentar o rebanho: Jo 21,15-17: “Apascenta minhas ovelhas”. E quando Pedro, sendo papa, exorta os outros anciãos. 1Pe 5,1: “Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles”. Santo Agostinho, um dos teólogos mais citados, mostra que São Lino sucedeu Pedro como papa. (epíst. – 23). A epístola de Pedro foi escrita pelo punho de Silvano (1Pe 5,12). Pois Silvano era secretário em Roma. Paulo quando escrevia de Roma também citava Silvano como seu colaborador (1Ts 1,1).

O evangelho mostra bem que tanto Pedro como Paulo iniciam a igreja através dos pagãos. 1Pe 2,10a “Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus”. Como podemos ver, o espírito de Deus falou com Paulo sobre Roma no livro de Atos; qualquer outra obra que tire as pessoas desse rebanho causando facções ou divisões não vem de Deus, e sim da carne (Gálatas 5,19-20).

São Pedro tinha o chamado de ser ministro dos judeus, mas como os judeus não creram (Jo  12,37) Deus o direcionou também aos gentios. E podemos ver isso no seu discurso em At 15,7: “E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, PARA QUE OS GENTIOS OUVISSEM DA MINHA BOCA A PALAVRA DO EVANGELHO, e cressem”.

E a palavra foi tão bem aceita em Roma que hoje existe uma Igreja com um só corpo, um só batismo, e uma só fé, como os moldes da Igreja de Jesus citada em Efésios (Ef 4,4-5). E como dizia São Paulo aos de Roma, a fé romana seria única mundialmente. Rm 1,8: “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé”.

Pedro- Pedra sobre a qual Jesus edificou sua igreja (Mt 16,18).

O próprio Jesus nomeou Simão de cefas-rocha (Jo 1,42).

Pedro é notável e coluna da Igreja (Gl 2, 1-9). É freqüentemente chamado por Paulo de Cefas. Κηφᾶς, ᾶ, ὁ (Aramaico = ‘rocha’) (1Co 1, 12; 3, 22; 9, 5; 15, 5; Gal 1, 18; 2, 9, 11, 14).

Pedro é sempre destacado dos demais apóstolos (Mc 1,36; Mc 16,7; Lc 9,32;  Jo 13,6-9;  Jo 21,7-8;  At 2,37; At 5,29;  1Co 15,5).

Jesus Roga por Pedro para que ele Confirme os irmãos (Lc 22,31s).

É sempre ele que toma as decisões e toma a palavra entre os apóstolos (Mt 18,21; Mc 8,29; Lc 9,5; Lc12,41; Jo 6,67ss; At 1,15.22; At 2,14; At 10,1; At 15,7-12).

Pedro lança a primeira excomunhão a Safira e Ananias (At 5,2-11).

Pedro abre, preside e encerra o primeiro Concílio da Cristandade (At 15,7-11).

Autor: Paulo Leitão de Gregório, ex-pastor protestante.