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Série que tentará expor a doutrina católica em breves textos!

Breve catequese: Intercessão dos Santos

42Sempre que falamos da intercessão dos santos, nós católicos temos a impressão que para darmos razão a essa prática católica temos apenas a devoção cega ou uma tradição familiar para nos apoiar, mas não é bem assim, temos fundamentos para essa doutrina vamos averiguar isso mas a fundo.

Nós católicos acreditamos na doutrina do corpo místico de Jesus, aonde afirmamos que todos os batizados e aqueles já salvos fazemos parte de um mesmo corpo, o corpo de Jesus no qual somos todos intimamente ligados os vivos e os que já estão na glória eterna, esta doutrina se encontra por exemplo em várias passagens bíblicas (1Cor 12, 12); (Cl 1, 18); (Ef 5, 23); (Rm 12, 4-5), lemos em Romanos capitulo 12, versículos de 4 – 5 o seguinte: “Pois assim num só corpo temos muitos membros, e os membros não tem todos a mesma função, de modo análogo, nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo, sendo membros um dos outros.” Ora aquilo que a cabeça pensa o pé executa, se batermos o dedinho na cama o corpo todo parece gritar de dor, e como dói; lemos também isso em 1 coríntios 12, 26. Assim somos também enquanto as coisas do alto. Cristo sempre quis um seio familiar aonde ambos cooperassem para a salvação de todos assim também acontece após a morte, nós católicos acreditamos que aqueles que já foram salvos estão intimamente ligados a Deus aonde os nossos pedidos feito por intermédio dos santos são levados a Deus; essa prática é o que chamamos de intercessão dos santos. Assim como quando nosso pé está doendo, nosso corpo através de impulsos eletro-magnéticos avisa nosso cérebro que algo está errado, assim acontece na comunhão dos Santos, quando nós (pé) estamos com algum problema pedimos aos santos (impulso eletro-magnético) que leve nossas preocupações e angustias a Deus (Cérebro). Nossos irmão de outra denominações sempre nos dizem que a bíblia fala que Jesus é o único mediador entre Deus e os Homens, mas não se trata de mediação de oração e sim mediação de graça, ele é o único que tem o poder do Milagre e das bênçãos divinas, porém quanto as orações Jesus não é o único mediador, vamos constatar isso abaixo quando tratarmos das sagradas escrituras. Nosso Deus não é um Deus de ego elevado, aonde ele não escuta orações que não sejam diretamente direcionados a ele, mas sim um Deus que ensinou a vivência mutua e a cooperação para alcançar os objetivos ultimo sendo assim ele não despreza a oração dos santos que pedem por nós junto a ele.

40A bíblia nos fala claramente sobre a intercessão dos Santos leiam comigo Apocalipse 5, 8: “Ao receber o livro, os quatro viventes e os vinte quatro anciãos prostram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças de ouro cheias de incensos, que são as orações dos santos.” Não há escrúpulos para interpretações secundárias aqui, a palavra “Oração dos santos” é dita clara e irrevogavelmente, há inúmeras passagens que comprovam essa verdade: (Ap 6, 9-10; Ap 8, 3;) .  No Livro de II Macabeus encontramos para mim o maior atestado da intercessão dos Santos, no capitulo 15, do versículo 12 até o 15 temos uma explicação de como o profeta Onias sempre orava pelo povo israelita e ainda fala que Jeremias o profeta o acompanha nesta oração, mas nesta época ambos os profetas já estavam mortos!

41Desde a Bíblia até a Tradição a Igreja ensina esse Fato doutrinal que os santos intercedem por nós e nos ajudam a levar as nossas súplicas ao altar do cordeiro, assim como uma família unida, a Igreja Terrena e a Igreja celeste se unem em um esforço mutuo para que todos tenham a graça da salvação, para mim uma das doutrinas mais belas da Igreja, um ato de amor divino mostrando-nos a importância de agirmos com amor caridoso para com todos, e os santos se compadecem de nossas fraquezas e suplicam ao cordeiro imolado para que em união a Deus Pai nos livre de nossas misérias, quão bela é essa doutrina, quão bela é esta Igreja una. Constatamos então o seguinte que nossos irmão protestantes caem em uma “sinuca de bico” ou eles aceitam que Jesus é o único mediador sim, mas único mediador das graças divinas ou eles tem que negar a explícita confirmação bíblica sobre as intercessão dos santos.

No catecismo: A intercessão dos santos: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos Homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela Fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxilio.” (Paragrafo 956)

Autor: Pedro Henrique Alves

Revisora: Pâmela Hervetin

Para Citar: ALVES, Pedro Henrique, Breve catequese: Intercessão dos Santos, Acesse: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/02/04/breve-cateques…sao-dos-santos/

Breve Catequese: Igreja Romana e Igreja Ortodoxa, o que aconteceu?

13Creio que todos em algum momento da suas vidas já ouviram os termos “Igreja Ortodoxa” ou “Igreja do Oriente”, as vestes se assemelham e as doutrinas salvo algumas concepções também são parecidas, mas perceba que eu disse parecida e não igual, bom vamos conhecer a história desta Igreja e como ela se separou da Igreja Romana.

O cisma ou separação da Igreja do oriente com a Igreja Romana foi o primeiro grande cisma no cristianismo que aconteceu no ano de 1054, por motivos mais políticos do que doutrinários. A Igreja Ortodoxa que tinha sua base primaria em Constantinopla, e antes de 1054 tinha plena comunhão com a Igreja Romana, porém a Igreja do Oriente queria ter a mesma primazia de Roma, mas isso não aconteceu, o máximo foi o reconhecimento de segunda maior sede do Cristianismo mas não a Igualdade que eles esperavam, e então através de uma mudança no credo Niceno-constantinopolitano que é o credo completo pronunciado em todas as Igrejas submissas a Roma, onde nesse 12credo foi colocado que o Espírito Santo vinha diretamente do Pai e do Filho, mas para os Ortodoxos o Espírito Santo vem somente de Deus Pai, algo totalmente interpretativo já que as três pessoas da Trindade Santas são uma não havendo separação de divindades por isso a promulgação que o espírito Santo provem do pai e do Filho tal doutrina conhecida como “Filioque”, depois da Igreja Católica sagrar o Sacro-Império Romano que para os Orientais era um erro e aproveitando então este momento de abalo político entre o oriente e o ocidente Cristão por conta de doutrinas e coisas políticas, houve o conhecido “Grande Cisma”, que já sofriam abalos há tempos por questões de linguagens entre o Grego e o Latim que dificultava e muito o dialogo entre o oriente e o ocidente, muitas vezes deixando pendentes questões doutrinárias importantes, eis ai depois a questão da Igreja colocar o Latim como língua universal para os católicos, sem falar tradições litúrgicas, como os pães usados na Eucaristia, as vestes, celibato do clero, as datas festivas e etc.

Foi assim que se deu a separação da Igreja Ortodoxa da Igreja Católica Romana, porém ao contrário de outras Igrejas que se separaram da Igreja Católica Romana, a Igreja Romana reconhece a apóstolicidade da Igreja Ortodoxa, isso por que a Igreja Ortodoxa tinha em meio aqueles que se separaram da Igreja Romana Cardeais e bispos, que são os sucessores diretos dos Apóstolos, então apesar de separados da Igreja e não reconhecendo o Papa como líder supremo da Igreja terrena, eles tem a sucessão apostólica.

14Após o Concilio Vaticano II as duas Igrejas se aproximaram muito e após o concilio citado houve a revogação da excomunhão feito por Roma e por Constantinopla o representante do oriente, ao ponto que desde aquele cisma 1054 não havia dialogo algum entre eles, hoje há uma proximidade através do dialogo Ecumênico que anda muito bem. Como Cristão Católicos que somos, devemos respeito a eles já que possuem também sucessão apostólica, e apesar de suas concepções doutrinárias diferente das nossas, dentre as Igrejas cismáticas ela é a Igreja que mais se aproxima de nossas tradições e costumes.

Autor: Pedro Henrique Alves

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, Breve Catequese: Igreja Romana e Igreja Ortodoxa, o que aconteceu?, acesse: <https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2013/12/20/breve-catequese-igreja-romana-e-igreja-ortodoxa-o-que-aconteceu/&gt;

Breve Catequese: Pilares da Fé católica

Lgfb'04 http://lgfb.vanet.com.brNossa fé católica é constituída de três pilares sólidos, o que quer dizer isso? Quer dizer que nossa Igreja busca as verdades de fé para levar ao seu povo através de três fontes inesgotáveis, que são: A Sagradas Escrituras, Sagrada Tradição, e o Sagrado Magistério. Através destes três pilares fundamentais a Igreja nos revela com segurança e sem equivoco as doutrinas e ensinamentos divinos confiado a Igreja.

A Sagradas escrituras: as escrituras sagradas ou Bíblia como conhecemos constituem o pilar da revelação direta e histórica da vida de Cristo, a bíblia é basicamente a única fonte histórica de nosso Senhor Jesus e através dela temos a confirmação para várias doutrinas, por exemplo: Batismo, Eucaristia, Virgindade de Maria, Divindade de Jesus, intercessão dos Santos e outras mais.

Na sagrada Tradição temos um dos pilares mais fortes e inesgotáveis, ela nos trouxe verdades de fé a complementar a bíblia, através dos costumes e escritos dos primeiros cristãos. Por exemplo através da Tradição, temos o culto de veneração a virgem Maria, validade das imagens como ícones religiosos, a sucessão apostólica e a lista dos primeiros papas, e etc…

No sagrado magistério temos a autoridade transferida aos apóstolos e ao Primado petrino o Papa, através dele temos nossos dogmas de fé que no total são 43 dogmas subdivididos em 8 categorias, Dogmas sobre Deus, sobre Jesus Cristo, a Criação, sobre o ser humano, dogmas marianos, sobre o papa e a Igreja, sobre o sacramentos e por ultimo o dogma sobre as ultimas coisas. Neste sagrado magistério eles como apóstolos de Cristo nos instrui a verdade de fé e assim como diz nosso catecismo no Paragrafo 89, nos dão uma luz segura sobre a verdade que Deus nos confiou viver.

Nenhum dos três pilares são usados em contrariedade com outros dois, pelo contrário antes de ser promulgado uma doutrina há de se ter uma conformidade entre elas, essa é a coerência Santa e magnifica de nossos fundamentos católicos!

 

Autor: Pedro Henrique Alves