Category Archives: Igreja no Brasil

Sou apenas um fiel que quer uma missa fiel.

96A Missa, ah meus irmãos… a Santa e eterna Missa, depois de 2000 anos ela ainda continua sendo motivo de escândalo para os homens de pouca fé, e a salvação para os que creem.

E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.” As autoridades dos judeus começaram a discutir entre si: “Como pode esse homem dar-nos a sua carne para comer?” João 6, 51 – 52

O escândalo da santa missa, não é coisa nova, já na época de Cristo, muitos se escandalizaram com seu sentido, e hoje este escândalo esta sendo encoberto pelas missas festivas, não se faz mais missas “calvário” que é justamente o que ela é, mas se faz missas inculturadas, para que sejam saborosas, e não salvífica, ao invés de corpo e sangue de Cristo literalmente, se tornou apenas um faz de conta, onde se oferta pão de padaria com tang de uva, e não me venha com o papinho que você conhece a verdade da missa, mas não se coloca em interiorização, não respeita como sendo o verdadeiro calvário de Cristo, o corpo e o comportamente te diz e diz a todos, inclusive a Deus, qual o resp97eito que você se coloca naquele momento; não me venha com o papinho, que a missa também é festa, porque não é. A missa é sacrifício desde quando ela é missa, este é seu ÚNICO e real sentido, me desculpem, mas se vocês ou eu querer uma missa diferente não fará dela uma missa diferente, entende? Ela é divina, ela é do céu, ela é de Deus e não dos homens, é para os homens mas não dos homens.

Vejo nos meios a qual eu convivo e de pessoas do qual eu tenho contato, como a missa vem sendo alvos de atentados, verdadeiros atos de terrorismo teológico e liturgico, sacerdotes que levam palhaços para o altar, sacerdotes que dão a hóstia para fiéis consagrarem, e até levam grupos semi-nús para fazer teatros na missa, missa-balada, enfim, virou um verdadeiro bordel de heresias, uma ramificação do inferno.

Não se trata nem mesmo de liturgia bem ou mal celebrada, isso era assunto quando ainda havia uma liturgia sendo celebrada, talvez o que verdadeiramente vemos hoje é a fumaça do inferno adentrando nossas paróquias, enquanto batemos palmas e dançamos, o Diabo bate palma e dança conosco, não sei em qual ponto da história houve tamanha troca do sagrado 57pelo o que é profano, não sei em qual época colocaram a margem toda essa sujeira, mas sei que se continuarmos pasmados, olhando tudo isso acontecer, chegará uma época que Cristo será ou uma ideia remota dentro das penumbras históricas, ou será um líder sindical não é mesmo Leonardo Boff? Mas o que isso tem ligação com a missa, vocês devem estar se questionando, ora, isso tem apenas TUDO a ver com a missa, a missa é a ÚNICA garantia 100% comprovada (através de milagres) que a presença do transcendente se faz imante, é o maior tesouro da Igreja, se algum dia a missa se desvirtuar, ou cessar, a Igreja Cai (se isso for possível), o Cristianismo verdadeiro cai, se a missa cessar sua ÚNICA identidade de ser Calvário vivo do céu, presença real de Deus na terra, não há mais porque ser cristão, “é mais fácil ficarmos sem o sol do que sem a Missa” (Santo Padre Pio).

A missa é o centro, pois na Missa Jesus é o centro, a liturgia não  tem o caráter de enfeite, não se trata de um buffet da Igreja, se trata de CÉU, se trata de divino, e qual a única Igreja que tem a garantia divina de ligação direta com o 100céu? Quando vejo as taças de ouro, quando eu vejo os candelabros, os ostensórios, o incenso, isso me remonta ao céu, a visão de João no apocalipse, isso me leva a comtemplar o divino, não cabe aqui uma visão social de “riqueza” versus proletariado, cabe aqui a visão teológica, a visão beatífica, onde a sociologia não tem espaço, a liturgia não deve, e nem pode ser pobre, porque ela tem que nos elevar a cidade celeste, o paraiso (ver Apocalipse 21, 19-21) pois ela quer nos elevar as “cidade de ouro purificado, como vidro transparente” (Apocalipse 21, 21b)

“Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.” (Mateus 16, 19) Somente a Igreja Católica pode nos dar isso, então não roubem isto de nós.

98Se a Igreja institui um missal, e uma regra litúrgica, mesmo que para vocês meus caros sacerdotes do altíssimo, mesmo que pareçam, palha, bobeira, besteira, coisa antiga ou velharias, mesmo que achem tudo isso da liturgia (adjetivos que já ouvi de sacerdotes), sigam até suas rubricas, pois a Igreja é a única na Terra que tem autoridade divina para dizer FAÇA E NÃO FAÇA. E esta autoridade é assinada por Cristo.

Eu sei que é duro ser fiel, também eu sofro com algumas questões eclesiais mas por amor, e fé eu sigo neste barco de Cristo, onde fora dele só há perdição, não sou santo, e sinceramente estou longe disso, tenho meus defeitos e olha, não são poucos, mas não abro mão da Igreja e nem de obedece-la é difícil ser fiel Jesus sabe: Depois que ouviram essas coisas, muitos discípulos de Jesus disseram: “Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?” (João 6, 60). Mas isso “escandalizam vocês? Imaginem então se vocês virem o Filho do Homem subir para o lugar onde estava antes!”( João 6,61- 62.)

Este é um pedido de um filho de Deus, apenas isso, não sou nada mais que um dentre as ovelhas de Cristo que pede fidelidade a cabeça da Igreja (colossenses 1, 18), se não querem ser católicos saiam, não fiquem com a intenção de serem desobedientes, se querem ser fieis, mesmo que ainda não sejam, Deus os acolhe, Deus os ama, mais se querem pregar um evangelho diferente, se 99querem pregar uma doutrina diferente então Paulo diz o que deve ser feito: “seja excluído” (Gálatas 1, 9b). Queremos a missa de sempre, queremos a missa bem celebrada, não queremos musicais pop, ou solos de guitarra, isso achamos no you tube,  não queremos teatro, isso achamos na televisões e teatros espalhados pelas cidades, não queremos balada isso quem quiser acha em cada esquina, nós queremos a Missa da Igreja Católica Romana. E somente isso.

Sei que nem todos estão preparados para minha opinião, mas já não estavam para a verdade da eucaristia, muitos deixaram Jesus por conta da verdade: “A partir desse momento, muitos discípulos voltaram atrás, e não andavam mais com Jesus.” (João 6, 66), mas, Jesus lhe pergunta: “Vocês também querem ir embora?” (João 6, 67). A resposta é pessoal, mas eu prefiro a resposta de São Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Agora nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo de Deus.” (João 6, 68 – 69)

Eu estou com Roma. E Você?

 

Autor: Um Fiel.

União dos Juristas Católicos de São Paulo adverte: ‘Teremos surpresas após as eleições’

Imagem
A União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP) prevê que após as eleições, na eventualidade da reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros serão surpreendidos com uma nova portaria do Ministério da Saúde regulamentando o aborto nos hospitais conveniados com o SUS.

A advertência foi realizada durante a reunião ordinária da entidade, que ocorreu na manhã de segunda-feira, 9.

Segundo o Dr. Ives Gandra Martins, presidente da entidade católica que atualmente reúne 80 sócios entre desembargadores, juízes e advogados, “não devemos nos iludir com a revogação da portaria 415 por parte do Governo Federal, que pressionado pela má repercussão política da medida, atuou em modo de evitar desgaste político eleitoral”.

Existem atualmente em trâmite no Congresso Legislativo cerca de seis diferentes projetos de lei que visam regulamentar a matéria do aborto no Brasil. Em parte, o efeito político negativo se deu porque a Portaria 415 do Ministério da Saúde foi baixada a revelia do debate que ocorre no Legislativo. “Na eventualidade de ser veiculada nova portaria após as eleições, os projetos em tramitação no Congresso Nacional simplesmente perderão relevância em face do fato consumado, sem passar pelo necessário debate público”, explicou o jurista.

Escolas e hospitais católicos correm risco de extermínio

Outro tema que foi levantado durante o encontro foi os efeitos do Decreto 8.242, da presidente Dilma Rousseff, sobre as escolas, universidades, hospitais e demais instituições privadas não lucrativas, e que, pelo seu caráter assistencial, gozam do direito constitucional de imunidade de taxas e impostos, tais como IPTU, IPI, ICMS e Imposto de Renda.

Segundo os juristas, o decreto presidencial dificulta a aplicação destes direitos constitucionais, colocando em risco a existência dessas instituições que, sem essas imunidades tributárias, não conseguem sobreviver. O resultado final é o prejuízo do bem-estar social da população carente, maior beneficiária dos serviços prestados por essas instituições que atuam, sobretudo, nos setores da educação e da saúde.

Segundo o Dr. Sergio Arcury, ex-presidente da Ação Paulista de Estabelecimentos de Ensino Médio, cerca de 6 mil instituições de ensino tiveram que fechar as suas portas, nos últimos anos, em todo o Brasil.

Além disso, quase todas as Santas Casas atualmente sobrevivem subsidiadas pelos Governos Estaduais, já que o Governo Federal há 19 anos não atualiza os valores pagos pelo SUS pelos procedimentos realizados nos hospitais conveniados. Significa dizer que as Santas Casas de Misericórdia recebem hoje, por qualquer cirurgia que realizam, o mesmo valor que recebiam há duas décadas.

Na visão dos juristas, O decreto 8.242 também atenta contra a democracia, já que substitui o Congresso Nacional na edição de lei complementar para definir os limites do gozo das imunidades tributárias. (MR)

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Créditos:
Padre Michelino Roberto/ Redação com o jornal O São Paulo – Edição 3006 – 10 a 16 de junho de 2014

Fariseus do Catolicismo

“Amarram fardos pesados e os põem sobre os ombros dos homens mas eles mesmos nem com um só dedo  se dispõem a move-los” Mateus 23, 4

24Inicio meu ano de 2014 vivendo o mesmo dilema no qual terminei 2013: os fariseus do novo tempo. Sinto-me indagado a falar deste assunto que não vejo nenhum blogueiro realmente abordar, que é a hipocrisia que está a contaminar o meio católico. E por que escrevo isso? Por vários motivos. Há uns meses atrás eu escrevi como eu estava feliz em ver a crescente da tradição católica, e por ela estar “contaminando” os católicos jovens, e quanto o respeito pelo sagrado esta sendo prioridade em um país dominado pela Teologia da Libertação, isso é de muita valia. Mas o que realmente me deixa hoje muito estupefato é o fato de que a tradição virou arma de acusação e de afastamento por parte de alguns; A tradição que deveria trazer a contemplação e acolhida, está se transformando em um poder inquisitório para os próprios católicos. A fé católica para muitos já não é a vivência do Cristo vivo e ressuscitado, nem a convivência fraternal e alegre entre os católicos, mas sim um atirar pedras. Se não usa véu vai para o inferno, se não usa saia vai para o inferno, se não é a missa antiga a missa não é válida. Ora estamos vivendo um catolicismo de bula, onde a salvação se esconde nas regras e não na pessoa de Jesus Cristo. Em Romano capítulo 3, Paulo faz uma catequese explicando que Jesus veio para dar a salvação para Gregos e Judeus, mas que a salvação não estava na lei e sim na fé em Jesus Cristo.

Tenhamos o cuidado para não privatizarmos a salvação apenas para um grupo de católicos como se Deus estivesse mais atento as normas de vestes e litúrgicas do que para uma alma convertida. Tenhamos também em mente que, para uma pessoa recém convertida ou pouco evangelizada, esta não conseguirá muitas vezes entender os preceitos que a boa conduta demanda, e eu não estou aqui para desmerecer o uso do véu e nem da liturgia bem celebrada, pelo contrário: eu prego isso também, mas saibamos de quem cobrar isso. Simplesmente não dá para enfiarmos goela-abaixo preceitos e normas, se a pessoa ainda nem entende o que é Eucaristia e nem sabe ainda se optou verdadeiramente por Jesus. A conduta de modéstia e cumprimento dos preceitos conservadores deve ser uma atitude verdadeira, íntima e espiritual de cada um, afinal até uma prostituta pode usar um véu e saia longa, mas nunca uma alma convertida EFETIVAMENTE se colocará em uma roupa de prostituta. As regras devem ser a cereja do bolo, a parte da santificação e busca das virtudes da perfeição, mas a primeiro momento não podemos cobrar isso de alguém que mal sabe rezar o credo.

25Tenhamos cuidado de ao invés de apresentar Jesus misericordioso e salvador, não apresentemos preceitos e regras, e saibamos que o caminho a verdade e a Vida está em Jesus, e a primeiro momento ao recém convertido, a ele basta saber disso, e depois vai se desenrolando as regras e condutas a serem seguidas por uma alma convertida. Talvez no passado não fosse assim, pois a sociedade ainda guardava em seu seio um pouco de pudor da vestimenta, temor a Deus e o respeito a Igreja, mas hoje lidamos com um mundo secularizado e amoral, onde roupas curtas e decotes exorbitantes é supostamente normal. Então se não houver uma conversão de espírito e do entendimento do que é moral ou não, tão pouco a modéstia fará sentido para este mundo. Um catolicismo que sufoca não se torna um catolicismo salvador e sim, opressor. Se não conseguirmos nos dirigir a Deus com tranquilidade de que ele nos ouça por que estou me vestindo assim ou assado, tão pouco vamos rezar verdadeiramente, tão pouco haverá convertidos ao catolicismo se o ato de ser católico é estar em uma estufa sufocante de normas e regras. Para os convertidos, estas normas não são peso já que a esses fazem com um sentido de uma privação disciplinadora que santifica o homem e o traz para próximo de Deus, mas para os recém chegados, isto se torna uma sufocante agonia.

Ao final de tudo se resume que devemos apresentar a todos aquele que alivia o fardo e não aquele que coloca o fardo.

Autor: Pedro Henrique Alves

Revisora: Pâmela Hervatin

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, Fariseus do Catolicismo, acesse: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/01/06/fariseus-do-catolicismo

Papa Francisco Faz doação em dinheiro para obra social na Bahia.

 O Papa Francisco enviou uma ajuda financeira ao Centro Nova Semente. A intituição, localizada ao lado do Complexo Penitenciário Estadual, em Mata Escura (BA), cuida de crianças e adolescentes cujos pais estão presos.

A doação foi entregue, nesta segunda-feira, 4, ao Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj, pelas mãos do presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia. O representante vaticano está em visita ao Brasil até sexta-feira e participa de vários eventos sobre a família.

De acordo com Dom Murilo, a verba havia sido destinada pelo Vaticano para a construção de uma nova obra social na Arquidiocese de Salvador. Entretanto, a construção era inviável e, ao lado do Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, o Arcebispo pediu ao Papa que o dinheiro fosse canalizado para o Centro Nova Semente.

“Nós tínhamos em vista que é uma obra que precisa de recursos. Pedimos para o Papa Bento XVI, na época. Mas, com a renúncia do Pontífice, tivemos que esperar. A primeira resposta que tivemos foi a de que o novo Papa deveria ser comunicado. Em seguida recebemos a confirmação de que o Papa Francisco concordou e nos apoiou”, afirma Dom Murilo.

Além de uma casa onde, atualmente, moram 30 crianças e adolescentes, filhos de homens e mulheres que se encontram encarcerados, o Centro Nova Semente passará a contar com uma casa para crianças de 0 a 3 anos e um salão polivalente.

“A ajuda financeira do Vaticano possibilitará a ampliação do espaço. Atualmente as nossas dificuldades aqui são muitas e passam pela saúde, cultura e educação”, diz o principal responsável pelo Centro, Adele Pezzone.

Para Dom Murilo Krieger, a doação é um gesto de carinho do Papa para com as crianças do Centro Nova Semente. “Quando a mãe está presa só pode ficar com os filhos durante o período da amamentação. E este centro possibilita a proximidade entre mães e filhos, com visitas que são frequentes. No Centro Nova Semente as crianças não são separadas das mães”, afirma Dom Murilo.

A instituição

O Centro Nova Semente foi fundado em 1999, depois de uma decisão estabelecida pelo juiz da Vara de Execuções Penais, a qual determinava que crianças com mais de seis meses de idade – período da amamentação – deveriam ser mantidas fora da Penitenciária Feminina.

Preocupada com a situação dos pequenos que não tinham para onde ir, a Pastoral Carcerária providenciou a retirada das crianças.

“Aqui não é um orfanato. As crianças não estão disponíveis para adoção. Aqui elas aguardam que as suas mães cumpram as penas, e continuam mantendo vínculos afetivos com elas. Quando as mães recebem a liberdade de volta, os filhos são reinseridos aos seus lares. Isso acontece aos poucos e nós vamos acompanhando. Primeiro a mãe leva o filho para passar um fim de semana, as férias escolares ou todo o ano letivo. Não é fácil para uma criança que chegou ao Centro com seis meses de idade ir morar com a mãe aos 12 ou 13 anos”, diz Irmã Adele.

Os interessados em colaborar com o Centro devem entrar em contato através do telefone (71) 3211-2128.


Fonte: Canção Nova Notícias

As 38 questões sobre Familia que serão feitas no sínodo.


Cidade do Vaticano (RV) – “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização” é o título do Documento preparatório para a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada de 5 a 19 de outubro do próximo ano.

O Documento contém um questionário sobre questões concernentes a vários aspectos da vida familiar. Confira aqui:

“Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”

I – O Sínodo: família e evangelização

A missão de pregar o Evangelho a cada criatura foi confiada diretamente pelo Senhor aos seus discípulos, e dela a Igreja é portadora na história. Na época em que vivemos, a evidente crise social e espiritual torna-se um desafio pastoral, que interpela a missão evangelizadora da Igreja para a família, núcleo vital da sociedade e da comunidade eclesial.

Propor o Evangelho sobre a família neste contexto é mais urgente e necessário do que nunca. A importância deste tema sobressai do facto que o Santo Padre decidiu estabelecer para o Sínodo dos Bispos um itinerário de trabalho em duas etapas: a primeira, a Assembleia Geral Extraordinária de 2014, destinada a especificar o “status quaestionis” e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a família; a segunda, a Assembleia Geral Ordinária de 2015, em ordem a procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família.

Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de facto, que não acedem ao matrimónio e às vezes excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo, às quais não raro é permitida a adoção de filhos. Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimónios mistos ou inter-religiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimónios combinados, com a consequente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não-comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenómenos migratórios e reformulação da própria ideia de família; o pluralismo relativista na noção de matrimónio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do matrimónio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fenómeno das mães de substituição (“barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos. Mas sobretudo no âmbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou abandono da fé na sacramentalidade do matrimónio e no poder terapêutico da penitência sacramental.

A partir de tudo isto compreende-se como é urgente que a atenção do episcopado mundial, “cum et sub Petro”, enfrente estes desafios. Se, por exemplo, pensarmos unicamente no facto de que no contexto atual muitos adolescentes e jovens, nascidos de matrimónios irregulares, poderão nunca ver os seus pais aproximar-se dos sacramentos, compreenderemos como são urgentes os desafios apresentados à evangelização pela situação atual, de resto difundida em todas as partes da “aldeia global”. Esta realidade encontra uma correspondência singular no vasto acolhimento que tem, nos nossos dias, o ensinamento sobre a misericórdia divina e sobre a ternura em relação às pessoas feridas, nas periferias geográficas e existenciais: as expectativas que disto derivam, a propósito das escolhas pastorais relativas à família, são extremamente amplas. Por isso, uma reflexão do Sínodo dos Bispos a respeito destes temas parece tanto necessária e urgente quanto indispensável, como expressão de caridade dos Pastores em relação a quantos lhes são confiados e a toda a família humana.

II – A Igreja e o Evangelho sobre a família

A boa nova do amor divino deve ser proclamada a quantos vivem esta fundamental experiência humana pessoal, de casal e de comunhão aberta ao dom dos filhos, que é a comunidade familiar. A doutrina da fé sobre o matrimónio deve ser apresentada de modo comunicativo e eficaz, para ser capaz de alcançar os corações e de os transformar segundo a vontade de Deus manifestada em Cristo Jesus.

A propósito das fontes bíblicas sobre o matrimónio e a família, nesta circunstância apresentamos somente as referências essenciais. Também no que se refere aos documentos do Magistério, parece oportuno limitar-se aos documentos do Magistério universal da Igreja, integrando-os com alguns textos emanados pelo Pontifício Conselho para a Família e atribuindo aos Bispos participantes no Sínodo a tarefa de dar voz aos documentos dos seus respectivos organismos episcopais.

Em todas as épocas e nas culturas mais diversificadas nunca faltou o ensinamento claro dos Pastores, nem o testemunho concreto dos fiéis, homens e mulheres que, em circunstâncias muito diversas, viveram o Evangelho sobre a família como uma dádiva incomensurável para a sua própria vida e para a vida dos sues filhos. O compromisso a favor do próximo Sínodo Extraordinário é assumido e sustentado pelo desejo de comunicar esta mensagem a todos, com maior incisividade, esperando assim que «o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens» (DV 26).

O projeto de Deus Criador e Redentor

A beleza da mensagem bíblica sobre a família tem a sua raiz na criação do homem e da mulher, ambos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 24-31; 2, 4b-25). Ligados por uma vínculo sacramental indissolúvel, os esposos vivem a beleza do amor, da paternidade, da maternidade e da dignidade suprema de participar deste modo na obra criadora de Deus.

No dom do fruto da sua união, eles assumem a responsabilidade do crescimento e da educação de outras pessoas, para o futuro do género humano. Através da procriação, o homem e a mulher realizam na fé a vocação de ser colaboradores de Deus na preservação da criação e no desenvolvimento da família humana.

O Beato João Paulo II comentou este aspecto na Familiaris consortio: «Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26 s.): chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus é amor (1 Jo 4, 8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão (cf. “Gaudium et spes”, 12). O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação de cada ser humano» (FC 11).

Este projeto de Deus Criador, que o pecado original deturpou (cf. Gn 3, 1-24), manifestou-se na história através das vicissitudes do povo eleito, até à plenitude dos tempos, pois mediante a encarnação o Filho de Deus não apenas confirmou a vontade divina de salvação, mas com a redenção ofereceu a graça de obedecer a esta mesma vontade.

O Filho de Deus, Palavra que se fez carne (cf. Jo 1, 14) no seio da Virgem Mãe, viveu e cresceu na família de Nazaré, e participou nas bodas de Caná, cuja festa foi por Ele enriquecida com o primeiro dos seus “sinais” (cf. Jo 2, 1-11). Ele aceitou com alegria o acolhimento familiar dos seus primeiros discípulos (cf. Mc 1, 29-31; 2, 13-17) e consolou o luto da família dos seus amigos em Betânia (cf. Lc 10, 38-42; Jo 11, 1-44).

Jesus Cristo restabeleceu a beleza do matrimónio, voltando a propor o projeto unitário de Deus, que tinha sido abandonado devido à dureza do coração humano, até mesmo no interior da tradição do povo de Israel (cf. Mt 5, 31-32; 19.3-12; Mc 10, 1-12; Lc 16, 18). Voltando à origem, Jesus ensinou a unidade e a fidelidade dos esposos, recusando o repúdio e o adultério.

Precisamente através da beleza extraordinária do amor humano – já celebrada com contornos inspirados no Cântico dos Cânticos, e do vínculo esponsal exigido e defendido por Profetas como Oseias (cf. Os 1, 2-3,3) e Malaquias (cf. Ml 2, 13-16) – Jesus confirmou a dignidade originária do amor entre o homem e a mulher.

O ensinamento da Igreja sobre a família

Também na comunidade cristã primitiva a família se manifestava como “Igreja doméstica” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1655): nos chamados “códigos familiares” das Cartas apostólicas neotestamentárias, a grande família do mundo antigo é identificada como o lugar da solidariedade mais profunda entre esposas e maridos, entre pais e filhos, entre ricos e pobres (cf. Ef 5, 21-6, 9; Cl 3, 18-4, 1; 1 Tm 2, 8-15; Tt 2, 1-10; 1 Pd 2, 13-3, 7; cf., além disso, também a Carta a Filémon). Em particular, a Carta aos Efésios identificou no amor nupcial entre o homem e a mulher «o grande mistério», que torna presente no mundo o amor de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 31-32).

Ao longo dos séculos, sobretudo na época moderna até aos nossos dias, a Igreja não fez faltar um seu ensinamento constante e crescente sobre a família e sobre o matrimónio que a fundamenta. Uma das expressões mais excelsas foi a proposta do Concílio Ecuménico Vaticano II, na Constituição pastoral Gaudium et spes que, abordando algumas problemáticas mais urgentes, dedica um capítulo inteiro à promoção da dignidade do matrimónio e da família, como sobressai na descrição do seu valor para a constituição da sociedade: «A família – na qual se congregam as diferentes gerações que reciprocamente se ajudam a alcançar uma sabedoria mais plena e a conciliar os direitos pessoais com as outras exigências da vida social – constitui assim o fundamento da sociedade» (GS 52). Particularmente intenso é o apelo a uma espiritualidade cristocêntrica dirigida aos esposos crentes: «Os próprios esposos, feitos à imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunhão de afeto e de pensamento e com mútua santidade, de modo que, seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem pela fidelidade do seu amor, através das alegrias e dos sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e a sua ressurreição» (GS 52).

Também os Sucessores de Pedro, depois do Concílio Vaticano II, enriqueceram mediante o seu Magistério a doutrina sobre o matrimónio e a família, de modo especial Paulo VI com a Encíclica Humanae vitae, que oferece ensinamentos específicos a níveis de princípio e de prática. Sucessivamente, o Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris consortio, quis insistir na proposta do desígnio divino acerca da verdade originária do amor esponsal e familiar: «O “lugar” único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o matrimónio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus (cfr. Gaudium et spes, 48), que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado. A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjetivismo e relativismo, tornando-a participante da Sabedoria criadora» (FC 11).

O Catecismo da Igreja Católica reúne estes dados fundamentais: «A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados, foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento [cf. Concílio Ecuménico Vaticano II, Gaudium et spes, 48; Código de Direito Canónico, cân. 1055 § 1]» (CCC, n. 1660).

A doutrina exposta no Catecismo refere-se tanto aos princípios teológicos como aos comportamentos morais, abordados sob dois títulos distintos: O sacramento do matrimónio (nn. 1601-1658) e O sexto mandamento (nn. 2331-2391). Uma leitura atenta destas partes do Catecismo oferece uma compreensão atualizada da doutrina da fé, em benefício da atividade da Igreja diante dos desafios contemporâneos. A sua pastoral encontra inspiração na verdade do matrimónio visto no desígnio de Deus, que criou varão e mulher, e na plenitude dos tempos revelou em Jesus também a plenitude do amor esponsal, elevado a sacramento. O matrimónio cristão, fundamentado sobre o consenso, é dotado também de efeitos próprios, e no entanto a tarefa dos cônjuges não é subtraída ao regime do pecado (cf. Gn 3, 1-24), que pode provocar feridas profundas e até ofensas contra a própria dignidade do sacramento.

«O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf. Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada» (LF 52). «A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada — a vocação ao amor — e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade» (LF 53).

III – Questionário

As seguintes perguntas permitem às Igrejas particulares participar ativamente na preparação do Sínodo Extraordinário, que tem a finalidade de anunciar o Evangelho nos atuais desafios pastorais a respeito da família.

1 – Sobre a difusão da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja a propósito da família

a) Qual é o conhecimento real dos ensinamentos da Bíblia, da “Gaudium et spes”, da “Familiaris consortio” e de outros documentos do Magistério pós-conciliar sobre o valor da família segundo a Igreja católica? Como os nossos fiéis são formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?

b) Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?

c) Como o ensinamento da Igreja é difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a família é promovida?

d) Em que medida – e em particular sob que aspectos – este ensinamento é realmente conhecido, aceite, rejeitado e/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais são os fatores culturais que impedem a plena aceitação do ensinamento da Igreja sobre a família?

2 – Sobre o matrimónio segundo a lei natural

a) Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e académico, quer a nível popular? Que visões da antropologia estão subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da família?

b) O conceito de lei natural em relação à união entre o homem e a mulher é geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?

c) Como é contestada, na prática e na teoria, a lei natural sobre a união entre o homem e a mulher, em vista da formação de uma família? Como é proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?

d) Quando a celebração do matrimónio é pedida por batizados não praticantes, ou que se declaram não-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?

3 – A pastoral da família no contexto da evangelização

Quais foram as experiências que surgiram nas últimas décadas em ordem à preparação para o matrimónio? Como se procurou estimular a tarefa de evangelização dos esposos e da família? De que modo promover a consciência da família como “Igreja doméstica”?

Conseguiu-se propor estilos de oração em família, capazes de resistir à complexidade da vida e da cultural contemporânea?

Na atual situação de crise entre as gerações, como as famílias cristãs souberam realizar a própria vocação de transmissão da fé?

De que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?

Qual é a contribuição específica que casais e famílias conseguiram oferecer, em ordem à difusão de uma visão integral do casal e da família cristã, hoje credível?

Que atenção pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em formação e dos casais em crise?

4 – Sobre a pastoral para enfrentar algumas situações matrimoniais difíceis

a) A convivência ad experimentum é uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-la numericamente?

b) Existem uniões livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil? Dispõem-se de dados estatísticos confiáveis?

c) Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, através de programas pastorais adequados?

d) Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Estão conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?

e) Quais são os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem à Igreja, a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Entre as pessoas que se encontram em tais situações, quantas pedem estes sacramentos?

f) A simplificação da praxe canónica em ordem ao reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva real para a solução das problemáticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?

g) Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este propósito, nos planos nacional e diocesano? Como a misericórdia de Deus é anunciada a separados e divorciados recasados e como se põe em prática a ajuda da Igreja para o seu caminho de fé?

5 – Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo

a) Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio?

b) Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?

c) Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?

d) No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?

6 – Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimónios irregulares

a) Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?

b) Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religião em geral?

c) Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?

d) Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?

7 – Sobre a abertura dos esposos à vida

a) Qual é o conhecimento real que os cristãos têm da doutrina da Humanae vitae a respeito da paternidade responsável? Que consciência têm da avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta matéria, sob o ponto de vista pastoral?

b) Esta doutrina moral é aceite? Quais são os aspectos mais problemáticos que tornam difícil a sua aceitação para a grande maioria dos casais?

c) Que métodos naturais são promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os cônjuges a pôr em prática a doutrina da Humanae vitae?

d) Qual é a experiência relativa a este tema na prática do sacramento da penitência e na participação na Eucaristia?

e) Quais são, a este propósito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educação civil?

f) Como promover uma mentalidade mais aberta à natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?

8 – Sobre a relação entre a família e a pessoa

a) Jesus Cristo revela o mistério e a vocação do homem: a família é um lugar privilegiado para que isto aconteça?

b) Que situações críticas da família no mundo contemporâneo podem tornar-se um obstáculo para o encontro da pessoa com Cristo?

c) Em que medida as crises de fé, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?

9 – Outros desafios e propostas

Existem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste questionário, sentidos como urgentes ou úteis por parte dos destinatários?