Category Archives: Reflexões

Reflexões filosóficas ou teológicas dos colunistas.

Socialismo: Fábrica de ditadores

124Um dos dogmas em meio do relativismo socialista, é a centralização dos meios disponíveis na sociedade, vamos tentar verificar o quanto isso é danoso a sociedade como um todo, e como o socialismo é uma fábrica de ditadores.

Introdução:

Primeiramente é necessário uns esclarecimentos, alguns pontos no socialismo é patente em todas as ramificações. Todas as bases socialistas/comunistas esta afirmada no conceito de: Estado supremo e forte, e a diminuição do livre-mercado, sendo assim, toda iniciativa empreendedora é suprimida pela supremacia do Estado que detém o direito instituído por ele mesmo de comandar o mercado interno, nisto inclui a taxação de preços e juros. Continuar a ler

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Israel está certo em sua ofensiva militar?

104Estamos assistindo nas ultimas semanas, o clima esquentando cada vez mais entre a Palestina e o Estado de Israel, mas qual posição devemos tomar diante disso? Isso eu eu pretendo responder, dando minha modesta opinião. A ONU na década de 40 resolveu então doar aos Judeus um território, e desde então as coisas não são nada pacíficas por lá. Israel é um Estado instituído pela ONU, ou seja, ao que parece esta em seu direito de se defender, alias, este é o assunto real que eu quero abordar é o direito real de exercer este ataque, ou seria antes, uma defesa? Bem, antes de mais nada, podemos afirmar com toda a certeza que o povo mais humilhado e massacrado de toda a história, junto aos negros escravos, foram os judeus, creio que as Organizações Nações Unidas cederam este direito de que este povo tivessem seu próprio território, não tão por uma diplomacia, ou até mesmo uma cortesia qualquer, e sim pelo peso na consciência pelo o acontecido principalmente na segunda grande guerra.

101A aproximadamente um mês estamos assistindo ofensiva israelense, na faixa de Gaza, que é controlada por Palestinos extremistas do Hamas, os israelenses a anos, sofrem atentados terroristas deste grupo, que já deixaram milhares de mortos, este grupo são totalmente hostis a qualquer outra religião que não a islâmica, inclusive a Cristã, não é difícil, achar vídeos de decapitações, mutilações a todo gosto por estes terroristas, os mosteiros e Igrejas Cristãs na Palestina convivem com medo e sob o julgo islâmico, há noticias que as casas Cristãs por exemplo, são marcadas com a Letra “N” em Israel, por terroristas ligados ao Hamas, para futuro ataques. (fonte: Gospel prime)

Me coloco na posição de chefe de Estado de Israel, vivendo com constantes ameaças, que não são como a Coreia do Norte, que fica balbuciando ameaças vazias, mas o Hamas não só ameaça como faz, eles lançam misseis em direção a cidades altamente, povoadas de Israel, que por competência possui ótimos sistemas de defesas contra misseis, o que eu quero dizer, é que não se trata de um ofensiva militar injustificada, até me questiono como não ocorreu antes. Não se pode conviver com uma ameaça dessas e dormir em paz. A grande mídia ao invés de mostrar as atrocidades cometidas por estes terroristas a décadas, mostrando seus atos que ultrapassam a barbárie hitlerista, apenas 103mostram as cidades Palestinas sendo destruídas, não que isso não seja lastimável, não estou aqui para defender a guerra, eu sou contra qualquer tipo de violência, mas temos de concordar que o direito de auto-defesa é sagrado, não pode se assistir um massacre em massa e ficar calado, ainda mais, quando o massacre é feito por motivos tão fúteis e contra seu povo. O exercito israelense, antes de atacar os alvos Palestino, eles jogam panfletos e avisam de outras formas, que aquele local será atacado, e o que o Hamas faz? Nada, ele manda que todos fiquem em suas residências, proíbe qualquer tipo de fuga, que se constatada, a pena é a morte, ou seja, a própria população se torna o escudo, dos chefões do Hamas, que diga-se de passagem, nestas horas está muito bem abrigado e escondido, enquanto em Israel, acontece o oposto, as defesas do estado se colocam na frente da população para defende-la, não se trata de uma defesa argumentativa a favor de Israel, isso é fato, quem acompanha as noticias, percebe isso.

Não compactuo, com qualquer tipo de violência, tenho nojo até, mas tenho ainda mais nojo, de alguém que lhe é negada o direito de defesa, assistimos a duas semanas a queda do avião da Malaysia Airlines, ao que tudo indica, foi abatido por milícias armadas pró Rússia, e todos nós ficamos indignados com tamanha covardia, o que aconteceu com este avião, foi seu abatimento sem qualquer chances de defesas, ora, não é isso eu ocorre, quando um maluco, resolve se lotar de bombas, e estourar-se a si próprio e a terceiros em um supermercado, hospitais, avenidas movimentadas, quando Cristãos, e Judeus, são decapitados, metralhados e mutilados em frente a seus filhos, enfim, não há como negar que Israel esta exercendo seu dever de defender seu povo, é claro que há de se ter moderação, afinal as crianças e velhos Palestinos não devem pagar pela loucura, de seus ditadores, mas quem os coloca em perigo de 102morte, são os próprios extremistas do Hamas, e depois a mídia vem defender terroristas, mostrando o número de mortos, mas digo que, quem causou antes a morte dos palestinos foram os próprios palestinos do Hamas, que os condenaram antes mesmo de qualquer ataque, ao negar seu direito de fugirem das zonas de conflito eminente; (se não acreditam, assistam este vídeo, existe uma tradução feita por Reinaldo Azevedo, mas se conhece a língua inglesa, fara a tradução simultânea através do vídeo, onde o porta-voz do Hamas, admite que eles usam as pessoas como escudos humanos, veja aqui) a guerra de Israel não é contra etnia, ou religião e sim com os terroristas, ao contrario do Hamas que sua guerra é contra toda uma nação por conta de suas crenças, a mídia manipuladora como sempre foi, decide para que lado devemos torcer, como se isso fosse um espetáculo. O governo brasileiro, para variar se colocou contra Israel, mas nisso não vou me deter, só falo uma coisa, um governo, em qual a presidente é ex-guerrilheira e amigo de Fidel Castro, alguém esperava algo além desta condenação?

Eu torço para a paz, que, a Palestina e Israel sejam prósperas, sem a guerra, cada um vivendo com seu espaço e suas crenças, mas que não seja negada a ninguém o direito de defesa.

Autor: Pedro Henrique Alves

Fonte: ALVES, Pedro Henrique, “Israel está certo em sua ofensiva militar?”, acesso em: (colocar a data de acesso), <https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/07/24/israel-esta-ce…ensiva-militar>

Sou apenas um fiel que quer uma missa fiel.

96A Missa, ah meus irmãos… a Santa e eterna Missa, depois de 2000 anos ela ainda continua sendo motivo de escândalo para os homens de pouca fé, e a salvação para os que creem.

E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.” As autoridades dos judeus começaram a discutir entre si: “Como pode esse homem dar-nos a sua carne para comer?” João 6, 51 – 52

O escândalo da santa missa, não é coisa nova, já na época de Cristo, muitos se escandalizaram com seu sentido, e hoje este escândalo esta sendo encoberto pelas missas festivas, não se faz mais missas “calvário” que é justamente o que ela é, mas se faz missas inculturadas, para que sejam saborosas, e não salvífica, ao invés de corpo e sangue de Cristo literalmente, se tornou apenas um faz de conta, onde se oferta pão de padaria com tang de uva, e não me venha com o papinho que você conhece a verdade da missa, mas não se coloca em interiorização, não respeita como sendo o verdadeiro calvário de Cristo, o corpo e o comportamente te diz e diz a todos, inclusive a Deus, qual o resp97eito que você se coloca naquele momento; não me venha com o papinho, que a missa também é festa, porque não é. A missa é sacrifício desde quando ela é missa, este é seu ÚNICO e real sentido, me desculpem, mas se vocês ou eu querer uma missa diferente não fará dela uma missa diferente, entende? Ela é divina, ela é do céu, ela é de Deus e não dos homens, é para os homens mas não dos homens.

Vejo nos meios a qual eu convivo e de pessoas do qual eu tenho contato, como a missa vem sendo alvos de atentados, verdadeiros atos de terrorismo teológico e liturgico, sacerdotes que levam palhaços para o altar, sacerdotes que dão a hóstia para fiéis consagrarem, e até levam grupos semi-nús para fazer teatros na missa, missa-balada, enfim, virou um verdadeiro bordel de heresias, uma ramificação do inferno.

Não se trata nem mesmo de liturgia bem ou mal celebrada, isso era assunto quando ainda havia uma liturgia sendo celebrada, talvez o que verdadeiramente vemos hoje é a fumaça do inferno adentrando nossas paróquias, enquanto batemos palmas e dançamos, o Diabo bate palma e dança conosco, não sei em qual ponto da história houve tamanha troca do sagrado 57pelo o que é profano, não sei em qual época colocaram a margem toda essa sujeira, mas sei que se continuarmos pasmados, olhando tudo isso acontecer, chegará uma época que Cristo será ou uma ideia remota dentro das penumbras históricas, ou será um líder sindical não é mesmo Leonardo Boff? Mas o que isso tem ligação com a missa, vocês devem estar se questionando, ora, isso tem apenas TUDO a ver com a missa, a missa é a ÚNICA garantia 100% comprovada (através de milagres) que a presença do transcendente se faz imante, é o maior tesouro da Igreja, se algum dia a missa se desvirtuar, ou cessar, a Igreja Cai (se isso for possível), o Cristianismo verdadeiro cai, se a missa cessar sua ÚNICA identidade de ser Calvário vivo do céu, presença real de Deus na terra, não há mais porque ser cristão, “é mais fácil ficarmos sem o sol do que sem a Missa” (Santo Padre Pio).

A missa é o centro, pois na Missa Jesus é o centro, a liturgia não  tem o caráter de enfeite, não se trata de um buffet da Igreja, se trata de CÉU, se trata de divino, e qual a única Igreja que tem a garantia divina de ligação direta com o 100céu? Quando vejo as taças de ouro, quando eu vejo os candelabros, os ostensórios, o incenso, isso me remonta ao céu, a visão de João no apocalipse, isso me leva a comtemplar o divino, não cabe aqui uma visão social de “riqueza” versus proletariado, cabe aqui a visão teológica, a visão beatífica, onde a sociologia não tem espaço, a liturgia não deve, e nem pode ser pobre, porque ela tem que nos elevar a cidade celeste, o paraiso (ver Apocalipse 21, 19-21) pois ela quer nos elevar as “cidade de ouro purificado, como vidro transparente” (Apocalipse 21, 21b)

“Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.” (Mateus 16, 19) Somente a Igreja Católica pode nos dar isso, então não roubem isto de nós.

98Se a Igreja institui um missal, e uma regra litúrgica, mesmo que para vocês meus caros sacerdotes do altíssimo, mesmo que pareçam, palha, bobeira, besteira, coisa antiga ou velharias, mesmo que achem tudo isso da liturgia (adjetivos que já ouvi de sacerdotes), sigam até suas rubricas, pois a Igreja é a única na Terra que tem autoridade divina para dizer FAÇA E NÃO FAÇA. E esta autoridade é assinada por Cristo.

Eu sei que é duro ser fiel, também eu sofro com algumas questões eclesiais mas por amor, e fé eu sigo neste barco de Cristo, onde fora dele só há perdição, não sou santo, e sinceramente estou longe disso, tenho meus defeitos e olha, não são poucos, mas não abro mão da Igreja e nem de obedece-la é difícil ser fiel Jesus sabe: Depois que ouviram essas coisas, muitos discípulos de Jesus disseram: “Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?” (João 6, 60). Mas isso “escandalizam vocês? Imaginem então se vocês virem o Filho do Homem subir para o lugar onde estava antes!”( João 6,61- 62.)

Este é um pedido de um filho de Deus, apenas isso, não sou nada mais que um dentre as ovelhas de Cristo que pede fidelidade a cabeça da Igreja (colossenses 1, 18), se não querem ser católicos saiam, não fiquem com a intenção de serem desobedientes, se querem ser fieis, mesmo que ainda não sejam, Deus os acolhe, Deus os ama, mais se querem pregar um evangelho diferente, se 99querem pregar uma doutrina diferente então Paulo diz o que deve ser feito: “seja excluído” (Gálatas 1, 9b). Queremos a missa de sempre, queremos a missa bem celebrada, não queremos musicais pop, ou solos de guitarra, isso achamos no you tube,  não queremos teatro, isso achamos na televisões e teatros espalhados pelas cidades, não queremos balada isso quem quiser acha em cada esquina, nós queremos a Missa da Igreja Católica Romana. E somente isso.

Sei que nem todos estão preparados para minha opinião, mas já não estavam para a verdade da eucaristia, muitos deixaram Jesus por conta da verdade: “A partir desse momento, muitos discípulos voltaram atrás, e não andavam mais com Jesus.” (João 6, 66), mas, Jesus lhe pergunta: “Vocês também querem ir embora?” (João 6, 67). A resposta é pessoal, mas eu prefiro a resposta de São Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Agora nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo de Deus.” (João 6, 68 – 69)

Eu estou com Roma. E Você?

 

Autor: Um Fiel.

Manisfesto de carentes

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Estou olhando, reparando e analisando a atuação dos “black blocks”, ou simplesmente “mascarados”, nas manifestações da copa do mundo, e reparo também a algum tempo as atitudes e discursos de pessoas ditas “revolucionárias” ou “salvadoras da pátria”, e consegui identificar dois princípios básicos constituintes destes grupos, que gostaria de analisar com vocês, reparem se não condiz com a realidade.

Carência social:

Tenho plena convicção que existem pessoas muito mais competente que eu para opinar nesta área, mas como o blog é meu e a opinião é minha eu discursarei aquilo que eu constatei; ( “:)” ) não é novidade a ninguém que na sociedade existam problemas como a da carência social, para Freud, isso se daria no processo natural de desenvolvimento do subconsciente chamado de fase “oral”, onde ele disserta que naquele momento antes do 5 anos qualquer deficiência de progressão natural do comportamento pode resultar em uma pessoa de constante solidão, e por consequência de grande carência, se queres minha sincera opinião, apesar de saber que Freud foi realmente “freud” eu penso que não tem “nada a ver” esta parte de sua teoria, porém qual seja a real situação que leve esta carência até nossos jovens hoje, isso se materializa em suas atitudes sociais e isso inclui o buscar ser visto. Neste passo ocorrem processos internos do qual ele abomina pessoas “iguais”, sendo assim, ele busca ser único e especial, se integrando então a um grupo de “pessoas diferentes” que ironicamente andam iguais, se vestem iguais, vivem iguais uns ao outros, respiram iguais e até possivelmente fazem suas necessidades iguais, ou seja, neste processo de carência social e busca de singularidade para ser respeitado, e visto por alguém, este acaba integrando-se a um grupo de “iguais” querendo ser diferentes ou pelo menos acreditando serem diferentes de todos (os famosos “opostos do sistema”).

Acontece com frequência, com os ditos revolucionários, que para serem diferentes se sujeitam a submissão de fazer o que o grupo manda, justamente para serem aceitos. Não é difícil achar em meio aos black blocks pessoas que nem sabem o que é partidarismo de esquerda e direita, quanto menos quem é Karl Marx, Durkheim, Weber, ou Bauman, no máximo viram o filme “V de Vingança” e se acharam profetas do povo, um Moisés da sociedade moderna, e no fundo não passam de uma carência de aceitação mal resolvida, seja da sociedade ou da fámilia que se transforma em revolta, ou um agir para agradar certos grupos.

Conhecimento fecal:

Porém, o que mais me deixa enfurecido é a verdadeira burrice de nossos “heróis” sociais; que não possuem em sua grande maioria o mínimo de um conhecimento social do que se reivindica, não conhecem um sociólogo a qual daria munição intelectual para debates, se perguntarmos quem é Karl Marx muitos me responderiam como um rapaz a qual eu perguntei – “é o cara que descobriu a evolução dos animais não foi?” – enfim, existe um despreparo real do intelecto em meio aos revolucionários, muitos me perguntaram, -por que as manifestações do ano passado não deram em nada?-.  É justamente por isso, as pessoas saíram na rua para queimar ônibus, para aparecerem na Globo, para fazerem bagunças e vandalismos, menos para debater racionalmente o futuro da nação e o agir em meio a politica. Enquanto sobreviver a ignorância maçante da população nada mudara, porque barulho uma hora cessa, vandalismo o dinheiro público repõe, mas um debate real com pessoas preparadas; isso os governantes temem, e fogem como Judas da Cruz.

Não sou contra manifestações, pelo contrário isso que faz um país democrático, porém, sem preparo intelectual, o que é protesto vira guerra urbana. A razão ainda continua sendo a melhor saída para uma nação melhor, um país de intelectos aptos é o terror de todo governo corrupto.

Conclusão:

Hoje o que temos nas ruas é uma cambada de inocentes despreparados intelectualmente, que podem ter vontade de mudar a realidade, (ou não, só querem aparecer e ser vândalos mesmo) mas só vontade não muda nada, a potência sem o ato é mero conceito, eu não acredito sinceramente que a realidade brasileira irá mudar com revoltas e protestos, apesar de achar ser o protesto uma meio lícito e democrático de reivindicações, porém acredito mais que quando o povo se revoltar contra a preguiça de ler um bom livro, quando o povo extinguir do seus ditames que “politica não se discute” ou que ao menos desligue a televisão quando estiver passando novela, quem sabe conseguiremos enxergar que a solução não esta nas massas quebrando a cidade de São Paulo por inteira, mas que a solução está sentado(a) no sofá da sua casa, isso mesmo, você, ensinando o seus filhos a serem responsáveis e cordiais, ensinando a importância da política, e que as práticas virtuosas ainda são o caminho para a sociedade livre, e finalmente na hora da eleição fazer uma verdadeira rebelião silenciosa contra os corruptos, contra esse governo esdruxulo e vil, que matou nos brasileiros o sentido de democracia, que tirou a soberania de um Estado com os “lambe bolas” de “cúba”, quem sabe se usarmos da faculdade mais básica de nossa espécie, a razão, não precisemos de revolucionários já que a verdadeira revolução esta em nós apartir daquele momento que resolvemos fazer algo ao invés de fazer nada.

Autor: Pedro Henrique Alves

Para citar: ALVES, Pedro Henrique. Manifesto de carentes. acesso em: <https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/06/17/manisfesto-de-carentes/>

Sem palmas na missa por favor!

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Olá caro leitores, eu como tinha prometido nas redes sociais estou preparando dois artigos um sobre as “Cruzadas” e outro sobre a “Teologia da Libertação” mas um assunto foi muito colocado esta semana em minhas mãos sobre a polêmica das palmas na santa missa; antes de qualquer coisa quero dizer que ao contrário do que eu faço rotineiramente eu procurarei neste artigo usar de reflexões não somente minhas, mas também de pessoas do clero, que darão mais credibilidade do que um simples “leigo” que sou, sempre baseio minhas reflexões nas sólidas doutrinas da Igreja, mas hoje deixarei escancarado isso, então espero que leiam e se aprofundem.

Sacralidade Histórica:

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A santa missa desde de o cristianismo primitivo, na teologia católica ela teve um único e específico sentido, que é reviver o sacrifício do calvário, nas palavras do mais renomado Biblista católico Scott Hahn: “Era a Eucaristia: a representação do sacrifício de Jesus Cristo, a refeição sacramental em que os Cristãos consumiam o corpo e o sangue de Jesus.” (Hahn, 2011. P 37), creio que até aqui não haja desavenças de opiniões, até porque se houver já estamos no âmbito da heresia, mas enfim, continuemos, sendo assim a igreja desde seus primórdios viu que se necessitava de uma certa “sacralidade” quando havia a eucaristia envolvido, afinal não era mero simbolismo, ou teatro mas sim o verdadeiro sacrifício de Jesus. A verdade é que os primeiros cristãos já tinha esta visão de que a eucaristia é sacrifício de Jesus, isto é um fato para os teólogos, é óbvio que cada um vivia a sacralidade que lhe era próprio de seu tempo, os primeiros cristãos não havia paramentos de ouro, nem vestes tecidas a linho nobre, pois eram perseguidos e não eram de poder aquisitivo elevado em sua maioria, mas havia o respeito único e primordial com o corpo de Cristo, é com certeza a contemplação algo típico dos primeiros cristãos, até por que os judeus em seus ritos previam regras quase que super-sacras, ao ponto de somente o sumo sacerdote ter contato com os “santo dos santos” prevendo um respeito divino para com os ritos. Chegando à idade média a Igreja se viu envolta de beleza, e presentes de reinos cristãos, presentes estes como ouro, terras, obras de artes e até catedrais feitas por reis em honra a suas devoções pessoais, através desta riqueza podendo assim elevar a eucaristia ainda mais ao nível de sagrado, agora adornando Jesus como um rei (Ap 1, 5), muito merecido dado as discrições do livro do apocalipse; para Scott Hahn e para a Igreja o apocalipse é a chave para compreensão da missa, e na missa vemos toda soberania descrita no apocalipse, Jesus como Rei, nossa Senhora como Rainha, os santos ao redor do cordeiro, os sete candelabros de ouro (Ap1, 12) até as vestes do sacerdote (Ap 1, 13).

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Você deve estar se perguntando mais o que tudo isso tem a ver com as palmas? Ora, tem tudo a ver, a missa tem dois princípios básicos quanto ao rito eucarístico, ela é o sacrifício de Jesus, e ela é solene pois representa o celeste, a céu na terra, ai vamos para o segundo tópico, sobre a essência da santa missa.

Missa e sua essência:

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A santa missa foi feita em para ser reflexiva e não festiva, foi feito para revivermos o dia do sacrifício, “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal” (João Paulo II, 1980) este é o sentido mais intrínseco de sagrado e sacralidade Cristã, não supõe nem danças, palmas ou músicas que não contem melodias sacramentais, isto pode ser duro de ler para algumas pessoas, mas a essência da missa, não é festiva e sim reflexiva de alto grau de interioridade; diante da Cruz de Cristo ninguém mais bateu palmas a não ser os assassinos de Cristo.

Para dar mais credibilidade a minha fala, vamos ver o que Papa Bento XVI ainda como Cardeal Joseph Ratzinger disse:

“A dança não é uma forma de expressão cristã”. Já no século III, os círculos gnóstico-docéticos [portanto, uma Heresia!] tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes da sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência. As danças culturais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas – invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do “Sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo – na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente” – recorrer a espetáculos de pantomimas de dança – possivelmente com grupos profissionais – que, muitas vezes (e do ponto de vista do seu desígnio com razão), terminam em aplauso. Sempre que haja aplauso pelos atos humanos na Liturgia, é sinal de que a natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso. […] A Liturgia só pode atrair pessoas olhando para Deus e não para ela própria; deixando-O ingressar e agir.” (Ratzinger, 2010. P 146 – 147, grifos meus).

Influências negativas na compreensão de missa:

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A missa não suporta palmas, danças, shows, músicas, como solos de guitarras ou baterias de shows de rock ou ritmos profanos que sejam, ao passar do tempo pós concílio Vaticano II, tivemos uma grande influência pentecostal protestante nos movimentos carismáticos católicos, principalmente nas décadas de 70 à 90, em que não se previa tanto o uso reflexivo da razão para se amadurecer a fé, mas sim exaltar a emoção e por vezes até o extremo emocionalismo, e outra influência grande pós concilio Vaticano II foi o advento da teologia da libertação, também principalmente nas décadas de 70 à 90, que quis fazer da liturgia um convívio social destituído da hierarquia divina e trazer o transcendente para um mísero agir social imanente, ou um convívio de amigos que o que menos importava era a eucaristia como sendo o próprio Deus. Neste pano de fundo houve duas grandes deformações no campo eucarístico, a primeira foi a exaltação exacerbada da emoção e a quebra do silêncio reflexivo para se ter orações de cunho emotivas, muitas vezes tirando a atenção de Deus e colocando na forma de oração pentecostal; e a segunda deformação do espírito eucarístico provido pela Teologia da Libertação, foi o desprezo para com o sagrado, a queda do sentido de obediência e respeito para com a eucaristia e a liturgia, a destruição para com o seu significado  sacrificial singular para os católicos, a missa se tornou uma rotina superficial, ou encontros sociais, mas menos o comungar do Deus vivo e sacrificado no altar.

As palmas não são litúrgicas:

As palmas distraem, retira o momento solene de sacralidade e dispersa a atenção que deveria ser única e exclusiva a Deus para uma convenção social em massa (salva de palmas, ou danças). Bom, se você procura ser inteiramente fiel à Igreja e suas diretrizes, eis mais um motivo, o Missal não prevê palmas, logo se não prevê é porque não havia de se ter palmas na missa, o Missal é um “manual de missa” em que tudo que se refere à missa esta ali. Usando da lógica, se o que se vive no altar da santa missa é o sacrifício de Jesus, qual o sentido das palmas? Para quem quer argumentar que na missa africana existe a dança como algo previsto pelo Missal, o Cardeal Francis Arinze (Cardeal da Nigéria) fala sobre isso:

“As pessoas que estão discutindo dança litúrgica deveriam usar o seu tempo rezando o Rosário, ou (…) lendo um dos documentos do Papa sobre a Sagrada Eucaristia. Nós já temos problemas suficientes. Por que banalizar mais? Por que dessacralizar mais? Já não temos confusão suficiente?” (fonte, Grifos meus);

para finalizar as palavras de um Bispo brasileiro, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, Bispo auxiliar de Niterói:

“Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembleia de povo sacerdotal orante à massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.” (fonte),

“Roma Locuta, Causa fina est” = “Roma falou, Caso encerrado” (Santo Agostinho), e ponto final.

Frase que marca:

“A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado.” (Bento XVI, comentário a Carta Apostólica Domenica Caena)

Bibliografia:

HANH, Scott. O banquete do Cordeiro. 5º Edição. Edições Loyola: Ipiranga, SP

RATZINGER, Joseph. Introdução ao espírito da Liturgia. 3ª Edição. Paulinas: Prior Velho, Portugal.

Biblia Ave Maria, Edições de estudos. 3º Edição. Editora Ave Maria. São Paulo

PAULO II, João. Carta Apostólica Domenica Caena, 24/02/1980

http://ocatequista.com.br/archives/5571#sthash.QuKGAtCc.dpuf, acessado em: 31/05/2014.

, acessado em: 31/05/2014.

Autor: Pedro Henrique Alves

Revisora: Brenda Lorene

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, “Sem palmas na missa por favor!”; <https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/05/31/sem-palmas-na-missa-por-favor/>

Estruturas de uma Igreja Santa: Crise na Igreja, por que?

Introdução:

72A Igreja vive uma crise eclesiológica clara e perceptível a olho nu, há anos a Igreja era respeitada e venerada como o caminho seguro para a salvação, seus dogmas não eram encarados como perca de liberdade, pois a liberdade sempre esta no âmbito de escolher em ser ou não ser católico, seus sacramentos eram como pedaços do céu dado de graça por Deus através da Igreja, suas doutrinas eram sabedoria, uma sapiência transformada e divinizada pela Igreja. Mas o que houve? O que aconteceu? Por que a Igreja hoje é vista como um antro de hipocrisia e tradições antiquadas, uma instituição sem funções? Tenho bem certo em minha mente que sou muito limitado para dar uma resposta final para estas questões, mas nada me impede de tentar, faço deste artigo sequência de artigos sobre “Estruturas de uma Igreja santa” que visa explicar pontos importantes das bases da Igreja e de sua missão.
São dois os tópicos argumentativos que eu desenvolverei, leia-os atentamente e veja se isso não ocorre em sua paróquia.

Degradação teológica:
A Igreja Católica tem uma realidade histórica, ela é a única Igreja que tem uma sucessão direta do apóstolo Pedro, o primeiro papa (Mt 16, 18) até papa Francisco, no total 266 Papas guardaram o rebanho de Cristo durante estes dois mil anos de história eclesial, mas existe outra realidade, uma realidade teológica que alguns teólogos se fizeram de esquecidos sobre este assunto, a que a Igreja tem uma realidade mística, a realidade mais bela que pode existir na Igreja Romana, a que Cristo não somente fundou sobre Pedro, mas que se tornou verdadeiramente a própria Igreja, vemos isto comprovado em várias passagens bíblicas, (1Cor 12, 12); (Cl 1, 18); (Ef 5, 23); (Rm 12, 4-5), em Colossenses 1, 18 lemos: “Ele (Jesus) é a Cabeça do corpo que é a Igreja”, se Ele é a cabeça, logo ele é o corpo todo, a não ser que em uma realidade alternativa existam corpos em cabeças que não lhe pertencem, ou seja, quando pregamos a obediência à Igreja, pregamos não a obediência a uma instituição, ou uma ONG, ou seitas, mas sim uma obediência ao próprio Cristo, que por seu corpo une Igreja terrena e Igreja celeste. Isto esta sendo esvaziado por um egocentrismo enorme em que cada teólogo ou cada agente pastoral acha que é dono da Igreja e que seus desejos são ordens, para estes a Igreja não é mais 70que uma instituição empresarial ou uma cooperativa.
Esta verdade que Cristo é a própria Igreja é o que valida por exemplo os seus sacramentos, suas ordenações sacerdotais (afinal foi Cristo quem escolheu seus discípulos e apóstolos), dogmas e doutrinas, somente com a certeza de que é o próprio Cristo que nos ordena e exorta através da Igreja e seu magistério é que poderemos então confiar nossa obediência e submissão. Se Cristo não é a Igreja como é possível a Igreja oferecê-lo na eucaristia? Se não é Cristo a Igreja, como ela poderia batizar? Se não é Cristo a Igreja qual a valia de suas palavras e suas ações? Existe somente um Senhor ao qual pôr a nossa Confiança, e deste mesmo Senhor só podemos professar uma fé, um só batismo, uma só Igreja (Efésios 4, 5).

Degradação missionária:

A segunda realidade que parece estar esquecida pelos teólogos é a que a Igreja é antes lugar de refúgio espiritual e não social, porém a Igreja pode e deve sim interferir na política e deve mais ainda ajudar e promover causas sociais, em favor dos pobres, doentes e os menos favorecidos, não é à toa que é a maior instituição caritativa do mundo, (fonte: Conselho Pontifício –Cor Unum, organismo da Igreja encarregado de manter e promover obras caritativas no mundo todo). Porém sua função primordial é salvar as almas, livrar o rebanho das garras perniciosas do inimigo, não estou dizendo que a fome, a guerra, os maus tratos e agressões a desmoralização do ser humano não devam ser tratados pela Igreja, pelo contrário, mas digo que antes disso é obrigação 68primordial da Igreja (enquanto magistério) manter-se firme e fiel a Cristo, pois Jesus veio a terra para morrer na cruz e nos livrar do julgo do pecado, saciou a fome, mas libertou os endemoniados também, não negou seu corpo a dor pois sabia que a alma é o maior bem, afinal “que adianta alguém ganhar o mundo inteiro se perde a tua alma?” (Mc 8, 36) “do que adianta acabar com a sede de vinho sem acabar sede da água viva?” (João 4, 10) Do que adianta dar pão e negar o corpo de Cristo? Afinal um dia este mundo passará, a sede passará a fome passará.
A Igreja não existe para acabar com os problemas do mundo, mas para livrar o seu povo do mundanismo, Paulo em Romanos 12, 2 exorta que não devemos nos conformar com este mundo, isto é, não devemos ficar alheios aos problemas da humanidade, não devemos cruzar os braços e fingir que esta tudo bem, mas no mesmo versículo ele da a chave para mudar a realidade, “mas TRANSFORMAI-VOS, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus,” isto é, se queres mudar a realidade social, mude antes a si mesmo, a maneira de pensar e julgar, e aí que a Igreja entra com seu papel, e neste âmbito interior e espiritual que a Igreja trabalha com maestria, e depois de santificarmos, tornar o mundo um lugar melhor é automático. Vemos esta realidade claramente nos mártires que não reclamaram em passar fome ou sede por conta de Cristo, mas antes de tudo sacrificou sua carne para salvar sua alma. E não é com trâmites políticos, ou jogatinas entre sistemas capitalista ou socialista que virá a salvação, mas sim através da evangelização e catequização correta. Sacie a fome sim, mas também de salvação. É nesta verdade que se apoia o Dogma “Fora da Igreja não há salvação”,  que é o mesmo que dizer “Fora de Cristo (Igreja) não há Salvação”.

Conclusão:

71Enfim, se os teólogos perderem estas duas dimensões eclesiológica a Igreja se reduzirá em uma reunião de congregantes, ou um bando de bobos vivendo um conto de fadas, e ela é mais que isso, ela é o próprio Cristo, simplificar os ritos, desmembrar a tradição e a autoridade magistral, ou até mesmo pregar abertamente contra seus ensinamentos, além de ser apostasia, é uma estratégia muito bem elaborada pelos inimigos da Igreja, principalmente pelos teólogos da libertação, que querem tornar a Igreja em um tubo de ensaio marxista, ninguém é obrigado a ser católico, mas se o é, respeite suas diretrizes sagradas, seus mandatários instituídos, e o seu líder terreno, o Santo Padre. Me parece ridículo tentar mudar seus ensinamentos, isto é possível em outras Igrejas, na Católica não, Cristo é o mesmo hoje, amanhã e sempre, respeita o tempo, e nos comunica com a linguagem atual, porém não muda sua essência. A Igreja não tem que se adequar, moldar ou se submeter a julgos de ninguém, se queres uma Igreja mutável é possível achar uma em cada esquina, com nome e doutrinas a suas escolhas. Mas se queres seguir um Deus dentro de sua casa, será debaixo de suas leis, através de seus escolhidos; o termo obediência não suprime ninguém, afinal colocar cercas no limite do penhasco não é tirar a liberdade, afinal se quiseres você pula a cerca, mas é dizer que além daquele limite existem perigos. Basta escolher, ser obediente a Cristo através da Igreja, ou ser obediente ao seu ego através de seus achismos.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, Estruturas de uma Igreja Santa: Crise na Igreja, por que? acesso em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/04/20/estruturas-de-…igreja-por-que/

Estruturas de uma Igreja Santa: Igreja Teológica e política

Introdução:

Fui compelido a escrever o porque a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, e porque sua estrutura doutrinal dogmática, seus moldes hierárquicos, são necessários para uma formulação de fé autêntica e estruturada.

 

1. Igreja Teológica.

66Primeiramente, devemos entender que Cristo não poderia ter revelado mensagens contraditórias, ou fundado duas doutrinas que vão em sentidos opostos, porque um dos princípios mais básicos para uma formulação racional de ideias ou discursos, é o principio analítico e lógico da não contradição, sendo assim, vemos que duas Igrejas que se dizem Igrejas de Cristo, porém ensinam doutrinas contraditórias, tendem a nos despertar um questionamento, “mas afinal, quem fala a verdade?”, um questionamento sincero e que se deve ser levado a sério, por exemplo, os católicos guardam o domingo como dia santo, e os adventistas o sábado, os católicos acreditam na santa tradição, sagradas escrituras, e sagrado magistério como fonte de revelações divinas, e os protestantes na “sola scriptura”, somente as escrituras. Enfim, qual a igreja de Jesus, qual a que Ele deixou com os apóstolos? afinal quando ele disse “…sobre esta pedra edifico a minha Igreja…” (Mateus 16, 18) Ele usa o prefixo “MINHA” em Grego “MOU” (tradução do dicionário grego e hebraico de Strong, o mais reconhecido léxico grego de todos os tempos), em grego um prefixo singular, ou seja Jesus, quis apenas um povo universal, Ele quis uma casa, onde comportassem todos, mas também quis unidade e obediência. Podemos montar uma escala exata das características bíblicas que Jesus deixou como parâmetro da sua Igreja, reconheça se sua Igreja as tem por completo:
1- É fundada por Jesus Cristo em Mt 16:18.
2- É construída sobre Simão Pedro, Mt 16:18.
3- É defendida por DEUS, Mt 16:18-19.
4- Tem a autoridade dada por Jesus Cristo, Mt 16:19,18:17-18.
5- É guiada pelo Espírito Santo e Este habita nela Jo 14:15-17, Atos 15:28,16:6.
6- É una e sem divisões, Mc 3:24-25.
7- Tem um só rebanho e um só pastor, Jo 10:16.
8- Tem sacerdotes, bispos e diáconos, 1Tim 3:1-13.
9- Deve ter a celebração de Santa Eucaristia, Jo 6:42-70, Atos 2:42.
10- Deve ser encontrada em todas as nações, Mt 28:19.
11- Deve ser encontrada em todos os séculos, Mt 28:20.
12- Jesus Cristo disse que estaria com Sua Igreja a cada dia, em cada ano, até o fim do mundo, Mt 28:20. Isso significa em todas as lacunas do tempo. (fonte)
Biblicamente falando, esta aí um esquema para verificarmos uma igreja estabelecida pelo colégio apostólico e pelo próprio Cristo.

 

2.Igreja Politica.

A igreja de Cristo tem uma realidade teológica, isto é, ela é santa e espiritual, já que nós católicos acreditamos na comunhão dos santos, então a Igreja celeste esta intimamente ligada à Igreja terrena pelo o corpo de Cristo (Colossenses 1, 18)que ao mesmo tempo é Deus e homem, unindo à realidade transcendental e à realidade terrena passageira, sendo assim, a igreja subsiste aqui na terra com o impulso divino, sendo ela santa e imaculada enquanto estrutura divinizada por Deus, e constituídos de homens falhos e pecadores, mas que não mancham e nunca poderão destruir suas estruturas, pois na Igreja esta a realidade imanente e passageira, porém o divino sempre está nos alicerces da Igreja terrena.

A igreja enquanto hóspede desta terra necessita de estruturas e organizações políticas, ora isto é quase que óbvio, a Igreja se estrutura teologicamente em três alicerces firmes, Tradição, Magistério Hierárquico e Escrituras, em que estão ligadas umas às outras, e quanto politicamente ela esta estruturada na supremacia Papal, conselheira moral religiosa e Estado independente e soberano. Após a Revolução Francesa que tentou destruir a Igreja, ela teve que se reformular não somente como uma repartição a serviço de Deus em determinado reino, mas sim como um Estado sólido no qual deveria estruturar leis, constituições e tudo mais que um Estado independente necessita, porém isso não muda a sua realidade de Única Igreja de Cristo, apenas significa que para não deixar-se excluir de seu dever de orientar as almas católicas pelas quais ela é responsável, por necessidade teve então que procurar meios legais para que as novas organizações sociais não a excluísse.
Ainda hoje a Igreja continua sendo a maior instituição caritativa do mundo.
A Igreja Católica mantém na:

ÁSIA:
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

África:
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

América:
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Oceania:
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Europa:
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância (fonte: Conselho Pontifício –Cor Unum)

68A Igreja oferece um porto seguro de consultas humanitárias, e sobre a perspectiva Moral e ética, sendo consultado por vários países ainda hoje, para ajudar suas organizações de caridade, ou organizar um conceito que a Igreja defende, como por exemplo aborto, eutanásia e outras coisas mais, o Vaticano exerce um poder mundial de relações de paz, foi através do Papa João Paulo II que o muro de Berlim caiu por exemplo, os Estados Unidos por várias vezes procuraram conselhos administrativos do Vaticano, o último por exemplo do Caso WikiLeakes (fonte) , a Embaixadora americana se impressionou com a organização estrutural do Vaticano em suas palavras: “é um Modelo a ser estudado” na revista acima citada traz o seguinte artigo: “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.
Ou seja, a Igreja Católica enquanto organização estrutural, é necessária tanto no âmbito da fé e condução do rebanho católico, ou para estruturar caritativamente ou como conselheiros, afinal, se assim não fosse, não haveria influência, não haveria como a Igreja desenvolver seu papel como condutora mundial, há Cristo ou a moralidade como preferir.

Conclusão:

69Seja no céu ou na terra a Igreja é necessária, seja como união dos crentes católicos, ou como estrutura politica, sem a igreja teológica, espiritualmente seriamos cegos à procura do nada, e como que se procurando a verdade chegássemos ainda mais perto da mentira, a Igreja, seja com seus dogmas que como Bento XVI disse são “luz para o nosso caminho”, ou com seus sacramentos, visa tão unicamente a salvação do povo de Deus, ao qual sempre esta de portas abertas a quem de coração sincero e sem preconceitos procura compreendê-la. Em contrapartida, sem igreja política talvez hoje o mundo seria bem pior, se hoje existem parâmetros de moralidade, respeito, caridade, amor fraterno e outros atributos mais, isso só adveio da tradição eclesial, o ser voluntário, o aconselhar, o lutar pela liberdade, a dignidade, são lutas que primeiramente foram travadas pela Igreja, seja no coliseu romano, seja no coliseu social de nossos tempos, a Igreja é a única ainda que procura unir os povos em um esforço pela paz sem envolvimento de interesses monetários ou de favorecimento político, é claro que o tempo amadureceu os 67homens que lhe são confiados, os governos da Santa Igreja, é claro também que, durante estes dois mil anos, nem todas as atitudes destes homens foram as mais corretas, mas para seu tempo foram as melhores possíveis, dentro de seus contextos históricos e sociais. Enfim, hoje seja você católico, ou não, crente em Cristo ou não, você carrega conceitos Cristãos guardados e difundidos primeiramente pela Santa Igreja, amar o inimigo não se encontra em tratados constitucionais, o conceito de paz não foi introduzido no vocabulário político sem que antes a Igreja que guardou a Bíblia a tivesse colocado em prática. Na verdade me da calafrios só de imaginar nosso mundo sem a influência da Igreja, talvez com um pouco de sinceridade racional, veremos que se não fosse a Igreja, já estariamos vivenciando o inferno sem precisar ter sido condenados.

Obrigado senhor por ter me feito Católico.

Texto dedicado ao meu grande Amigo, Thiago Diniz.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene