Tag Archives: Estupro

O estupro social (uma abordagem polêmica)

Introdução:

Não é de hoje que eu falo da promiscuidade que nos rodeia, e de como a cultura do sexo pelo sexo entrou na sociedade moderna como um hobby ou como uma distração de fim de tarde, não é de hoje que eu alerto que a vestimenta feminina e masculina diz muito sobre o caráter de quem as veste e mais, digo 64sobre como somos doutrinados pela mídia a usar estes tipos de roupa como se fossem a saída para os males sociais; enfim hoje a promiscuidade cerca a televisão, uniformes escolares, educação sexual, desenhos animados, outdoors e até mesmo o falar de cada um de nós cotidianamente. Isso não parece ser mal a primeiro momento, afinal para que sermos hipócritas se nosso corpo pede o sexo, nossos desejos são ordenados a este fim, porém esqueceram de mencionar uma coisa a esta sociedade “sexualizada”, que os desejos e as emoções estão sujeitas a racionalidade, afinal como bem disse Aristóteles em seu livro Alfa da metafísica, o que nos diferenciam dos animais é que nós podemos refletir as consequências de nossos atos e chegar a uma conclusão do que podemos ou não fazer, ao contrário dos animais que agem por instinto, sejam o de matar ou o de reprodução; acontece que hoje invertemos o papel, vimos com espanto tremendo esta semana que o IPEA, órgão do governo, pesquisou a opinião de alguns brasileiros sobre o tema estupro e vestimentas, em que utilizaram de frases e pediram para os pesquisados dizerem se eles concordam ou não com ela, por exemplo: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” ou “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” (pesquisa do IPEA) em ambas as perguntas deveriam ser respondidas com “concordo plenamente”, “concordo parcialmente”, “discordo totalmente”, “discordo parcialmente” ou “se dizem neutros em relação à afirmação”. Vamos abordar em tópicos a minha argumentação para o título proposto.

1- A roupa diz o que você quer e o que você é:

Calma, peço que reflitam sinceramente as minhas argumentações. Bom, temos que concordar que quem sai de mini-saia, decotes amostra e umbigo de fora, no mínimo quer ser vista, suas intenções não são das mais moralmente santas; devemos compreender que somos seres que julgamos o que vimos, e que isso não necessariamente é ruim, afinal o mesmo olhar que descrimina alguém por achar que ela possa ser um ladrão é o mesmo que te defende de um possível assalto. Quando tratamos de estupro, lidamos com alguém que não esta nem aí para moralidade sexual, esta pouco 63se importando para a realidade única da sexualidade humana, e na maioria dos casos são pessoas com distúrbios patológicos, sofrem algum tipo de distúrbio ou até mesmo é devasso e ponto final; mulheres trajadas com roupas curtas ou coladas despertam desejos em qualquer homem que as reparem e também, ou até mais ainda, do estuprador que está escolhendo a vítima, sendo assim eu também responderia “concordo plenamente” com a afirmação: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” em que segundo o IPEA, 58,5% das pessoas tem a mesma opinião que a minha. Isso é real, uma mulher que se veste praticamente nua, expondo sua genitálias a céu aberto, atrairá com certeza os olhares doentios de um estuprador com mais facilidade, e com certeza será uma vítima em potencial, mais destacada do que a que se veste mais modestamente, sem exageros, é claro que isso não é garantia, afinal tratamos de um doente sexual, muitas vezes estes não fazem estas distinções, porém é fato que as mulheres que se colocam como carne em vitrines tem mais chances de serem alvejadas.

2-O estupro nunca é justificável.

O que eu disse acima de forma alguma buscou ser uma justificação para o ato de estuprar, mas sim um dado-fato que traz as vestes promiscuas. O estupro nunca é e nunca poderá ser justificável, não 62será e nunca poderá ser relativizado como se culturas ou situações as transformassem em aceitável em dado momento.
O estupro em minha opinião é a maior violação para com os direitos mais primordiais de um ser humano, o mais vil de todos os crimes, o que causa mais sequelas e traumas até a morte, crime o qual deve ser punido severamente, eu como defensor da pena de morte, para mim, é caso de sentença de morte. Por que friso tudo isso? É porque a frase citada pelo IPEA “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” a qual conseguiu 42,7% de concordância não me assusta, primeiramente porque vivemos em uma cultura ainda reinante de que a mulher é objeto sexual masculino (tenho que admitir que isso é real) e segundo, que as mulheres se deixaram sexualizar, e se deixaram ser objetos também, aqui a culpa não esta no machismo somente, mas também
na forma como a própria mulher muitas vezes trata seu próprio corpo, a criança é ensinada, o adolescente é ensinado que o sexo como diversão é algo normal, a castidade e os princípios cristãos de sexualidade foram banidos como antiquadas, porém o que vemos hoje é uma degradação do ser 65humano como um objeto de prazer aleatório, e principalmente, as mulheres como bonecas infláveis vivas. Esta cultura deixou tão infundida na mente do ser humano que o sexo pelo sexo é bom e que não há parâmetros que o restrinja, seja qual âmbito ele estiver relacionado, torna-se algo “natural” e passivo de aceitação, até mesmo no estupro como punição para uma atitude, que no caso é “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo”.
É claro que eu não concordo com esta afirmação, o estupro nunca poderá ser uma saída punitiva, o estupro é o pior dos crimes que um ser humano pode cometer! Mas em uma sociedade ensinada a cultuar o deus sexo isso não é de assustar. Sendo assim apesar de assustador o resultado da pesquisa, hoje para mim não é algo de se espantar.

Conclusão.

60Como eu faço sempre como aprendiz de filosofia, primeiramente duvido destes números afinal, isso da munição para as feministas e homossexuais, já que a pesquisa em sua totalidade de afirmações expostas envolveram algumas sobre os homossexuais, então pode ser que o governo apenas esteja municiando protestos e manifestações futuras, ou posso estar enganado e ser realmente verdadeira esta pesquisa, e se for, também não me assustaria. Vivemos hoje em um país onde o governo não só permite como financia parada gay, em que sexo explicito e realizado em plena luz do dia, na face de crianças e adolescentes (assista); em que existe um deus que esta acima das necessidades mais básicas de um país, mais digno de investimento, tal deus chama-se Carnaval, que também é um desfile pornô; vivemos em uma sociedade que a castidade foi afirmada como sendo ridícula, porém na pior das hipóteses o que ela traz é uma irritação por não fazer o que o corpo pede, aí entra o autocontrole racional e não atos por instintos, a castidade hoje é vista como a última alternativa em uma montanha de anticoncepcionais, porém o que a camisinha, pílulas e remédios contraceptivos trazem é a possibilidade da não-gravidez, mas alimenta ainda mais a promiscuidade e o sexo pelo sexo, alimenta mais ainda a cultura do ser descartável, o que não é feita com a proposta da castidade.
Enfim, enquanto vivermos uma promiscuidade insana, teremos que dar o braço a torcer sobre algumas afirmações, afinal a verdade é dura e difícil de ser engolida mas isto não lhe torna menos verdade afinal.

Autor: Pedro Henrique Alves
Revisora: Brenda Lorene

Para Citar: ALVES, Pedro Henrique, Estupro social, acessar em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/04/02/o-estupro-soci…dagem-polemica/

Anúncios

Aborto em caso de estupro?

Introdução:
58Somos sempre indagados por pessoas que são favoráveis ao aborto, e várias argumentações  parecem fazer sentido, e muitas vezes relativizamos nossas concepções por acharmos que o caminho para a moralidade é severa demais para com as mulheres que pensam em abortar, principalmente no caso de estupro. Vamos analisar os argumentos e colocar o contraponto.
Trauma:
60Segundo este ponto de vista, a mulher teria um trauma real e vivo se ela levasse esta gravidez adiante. Este argumento tem partes verdadeiras, vamos refletir este ponto. É verdade que a mulher poderá ter um trauma decorrente do convívio com a criança fruto do estupro, porém, matá-lo não traria traumas ainda maiores? Creio que sim, e com base no filme “Blood Money”, em que é recolhido testemunhos de várias mulheres que abortaram, em todas as situações, e todas hoje sofrem um peso enorme que provavelmente nunca mais será retirado de suas costas, o peso do sangue derramado pela única mulher neste mundo encarregada de defender a vida que dentro dela surgia e ela a matou. Não estou dizendo o que deva fazer, mas estou afirmando que matar não pode ser uma escolha, existem outros caminhos, se acha que não conseguirá cuidar, existem orfanatos, e os números de casais para adotar bebês é maior que o número de crianças para serem adotadas, segundo o Cadastro Nacional de Adoção existem por volta de 5.500 crianças em condições de serem adotadas e mais de 30 mil famílias  em espera para adoção (senado.gov.br) então não tire de uma criança o direito mais importante, e íntimo de um ser humano, a vida. Se você não cuidará, existe uma família no qual ela terá amor, repeito e dignidade.
Juízo:
59O maior erro de um Estado, quanto ao aborto, é aceitá-lo nas condições pré estabelecidas de um estupro. Vários países aceitam e financiam o aborto em caso de estupro, e não sabem (ou fingem que não sabem) a gafe jurídica e moral que cometem, o aborto é uma morte e ponto final, ninguém em sã consciência nega isso, quando a fecundação é feita, ali já existem 46 cromossomos, ali já existe por tanto, um ser humano, ali já existe vida, mas digo isso porque, ao abortar essa criança que nada teve a ver com o estupro, ele que não pediu para ser concebido e muito menos para existir, acaba por sofrer as sanções da lei no lugar do estuprador. Qual é a lógica desta lei? Desculpa, mas se formos eliminar cada pessoa da sociedade que tem o potencial de ser um trauma na vida de alguém, poucos sobrarão , se aceitarmos como plausível que a criança seja abortada em caso de estupro, teremos então que rasgar todos os nossos conceitos de justiça, bem e mal, certo e errado e redefinir estes termos, pois isso é claramente uma inversão de culpa, o bebê então sofrerá sanções de uma lei de uma sociedade da qual ele nem se quer foi inserido ainda, ele será penalizado pelo ato de seu pai? Enquanto o estuprador ficará alguns anos na cadeia sustentado por nossos impostos, a criança sofrerá a pena de morte? Isto é o cúmulo de um judiciário sem valores. É isto que resume justiça social para vocês?
Conclusão:
O Aborto não é justificável em caso de estupro, muitos devem pensar: “é fácil falar, você é homem” ou “você não sofreu com isso.” Não estou usando de sentimentalismo, estou usando de razão, uma criança não pode ser morta por um ato de um ser humano devasso e criminoso, o estupro é o pior de todos os crimes de uma sociedade em minha opinião, fica acima do holocausto, causa uma comoção e uma fúria em massa quando se houve uma noticia deste tipo, mas a quem jogaremos a culpa, no estuprador ou na consequência deste ato? Uma criança não escolhe a condição a qual virá ao mundo, nem seus pais, porém em todos os casos é a obrigação dos pais e principalmente da mãe a proteção desta criança, uma vida não pode ser ceifada por erros do qual o penalizado não teve participação!

Dedico o artigo a meu amigo Guilherme Ferreira e sua Irmã Fernanda Ferreira que me inspiraram a escrever sobre o tema tão polêmico.

Autor: Pedro Henrique Alves

Revisora: Brenda Lorene

Para citar: ALVES, Pedro Henrique, Aborto em caso de estupro? acesso em: https://proecclesiacatholica.wordpress.com/2014/03/16/aborto-em-caso-de-estupro/